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Em comunicado, os deputados Cecília Honório e Heitor de Sousa dizem que apesar dos cerca de dois milhões de passageiros por ano, a linha férrea que liga Lagos e Vila Real de Santo António está “obsoleta”, as plataformas e estações “degradadas” e o material circulante a necessitar de melhorias.

Lembrando que o documento que faz a revisão do Plano Regional de Ordenamento do Território (POOC) para o Algarve, declara a “desadequação da rede ferroviária às necessidades e à sustentabilidade da região”, o Bloco de Esquerda (BE) diz não compreender a ausência de medidas para melhorá-la.

“Não se compreende a ausência de qualquer medida para a duplicação e eletrificação da linha, investimento que permitiria a circulação de três milhões de passageiros e desse modo potenciar o desenvolvimento da região”, resume o BE.

Os deputados que subscrevem o requerimento lembram que em junho de 2006 foi criado um grupo coordenado pela Direcção-Geral de Transportes e Fluviais para apresentar propostas de atuação e respetivos estudos de viabilidade, em parceria com as autoridades regionais e autarquias.

Os deputados afirmam ainda que segundo informações que tiveram acesso através da imprensa, o Estudo de Viabilidade do Sistema Ferroviário do Algarve de 2007 avançou com vários cenários possíveis para a região, dos quais dois incluíam o traçado existente.

Dos cenários apresentados havia um que previa a eletrificação total da linha e o reforço da capacidade de cruzamento e outro que propunha a implementação de um sistema ferroviário ligeiro entre as cidades de Faro e Portimão.

Em outubro de 2009, um relatório preliminar para a modernização da linha do Algarve foi entregue ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, iniciativa que aguarda decisão governamental deste então e a que o BE quer agora ter acesso.

Lusa

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