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BE quer respostas do Governo sobre empreendimento Quinta da Ombria

Para o Bloco de Esquerda a Quinta da Ombria tem um "passado negro".

Segundo os requerimentos dirigidos aos ministérios do Ambiente e da Economia, "em 2004, a Liga de Protecção da Natureza apresentou uma queixa contra o empreendimento, pois apesar de a declaração de impacte ambiental ter sido aprovada pelo Governo, a inclusão do projecto em Rede Natura 2000 e a construção de um campo de golfe, violava as directivas comunitárias Água e Habitats".

Em 2006 a Comissão Europeia deu razão aos ambientalistas, subscrevendo as ameaças ao interesse ecológico da zona.

“O parecer negativo de Bruxelas ocorreu no dia a seguir à decisão da Assembleia Municipal de Loulé de sancionar uma nova versão do projecto, com alterações, nomeadamente a diminuição do campo de golfe de 27 para 18 buracos, a deslocação dos núcleos habitacionais e do número de camas, que inicialmente atingia as 4000", lembra o Bloco em requerimento.

O BE diz ainda que, "para além da evidente pressão demográfica, os ambientalistas denunciaram desde sempre o risco para a qualidade das águas do aquífero Querença-Silves – a maior reserva subterrânea de água do Algarve – devido à utilização de fertilizantes e produtos fitossanitários no campo de golfe".

"Apesar de todas estas objecções, o projecto continuou a avançar, mesmo sob a ameaça de não conseguir passar com a entrada em vigor do novo Plano Regional de Ordenamento do Território, cujos critérios ultrapassava. O processo ficou concluído com a aprovação do Plano de Pormenor pela Assembleia Municipal de Loulé, sob o aplauso do desenvolvimento e da criação de postos de trabalho", acrescenta o partido.

O Bloco quer assim que o governo diga se "entende que, à revelia do PROTAL, o projecto em curso constitui uma opção equilibrada para o desenvolvimento sustentado do território".

Segundo o Bloco, "o empreendimento vai ocupar 144 hectares, no Sítio Barrocal da Rede Natura e Sítio Classificado da Fonte Benémola, além de zonas classificadas de REN (Reserva Ecológica Nacional e RAN (Reserva Agrícola Nacional)".

“Entende o Governo que a construção deste campo de golfe constitui uma solução integrada, no quadro do desenvolvimento da região, dados os 20 novos pedidos de licenciamento para a construção destes equipamentos a nível nacional, e quando o Algarve conta com mais de 40 estruturas desta natureza?", questiona.

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