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Em causa está, segundo o BE, a não dispensa do medicamento Golimumab, que o partido diz ter tomado conhecimento há alguns dias, depois de, a 23 de dezembro, o doente se ter dirigido ao hospital para o receber, como fazia há cerca de dois anos.

O BE apresentou uma pergunta na Assembleia da República a questionar o ministério da Saúde sobre se “tem conhecimento da situação”, “por que motivo o Hospital de Faro não dispensou Golimumab no final do mês de dezembro” e se “o hospital já está a disponibilizar” este medicamento.

“A pessoa, que é tratada com Golimumab desde março de 2011, dirigiu-se ao Hospital de Faro para receber o medicamento, tendo-lhe sido referido que durante o ano em curso (2012) não poderiam disponibilizar esta medicação e que em 2013 a sua dispensa seria ainda mais dificultada”, referiu o Bloco de Esquerda no texto introdutório da pergunta.

O Bloco quer ainda saber se “o Hospital de Faro garante que ao longo do ano de 2013 irá disponibilizar Golimumab aos utentes que dele necessitam”, quantos utentes recebem atualmente o medicamento e quais os fármacos que estão a ser prescritos “aos utentes sem resposta adequada ou com intolerância terapêutica prévia com fármacos modificadores da doença”.

“Que medidas vai o Governo implementar para garantir que os hospitais dispensam às pessoas com artrite reumatoide a medicação prescrita, nos prazos adequados”, perguntou ainda o BE.

O partido frisou que, “no início de janeiro de 2013, o Hospital de Faro continuava a não ter este medicamento, causando brutais constrangimentos aos doentes que dele necessitam”, e que “esta não é a primeira vez que se registam restrições na dispensa de Golimumab neste hospital”.

Recorda que, em maio de 2012, o BE já tinha questionado o executivo sobre a recusa de dispensa de Golimumab a um utente, depois de essa pessoa se ter dirigido ao hospital para que lhe fosse dispensado o fármaco e lhe ter “sido dito que não estava disponível e não havia previsão de data para a sua disponibilização”.

O governo respondeu em junho e reconheceu, segundo o BE, que houve “constrangimentos na gestão de ‘stocks’ existentes nos serviços farmacêuticos do Hospital de Faro”.

“Pouco tempo depois, os constrangimentos mantêm-se pelo que urge esclarecer quais são e que medidas vão ser implementadas para lhes fazer face, garantindo que esta situação não volta a ocorrer”, considerou o BE.

O Golimumab é um medicamento da classe dos imunomoduladores e é utilizado no tratamento de situações moderadas e graves de artrite reumatoide, sendo recomendado para doentes que não respondem adequadamente ou apresentaram intolerância à terapêutica prévia com fármacos modificadores da doença, explicou ainda o BE.

Lusa

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