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"Tem o Governo conhecimento da pretensão da IKEA Portugal em construir uma loja e um centro comercial em terrenos RAN em Loulé" e que "medidas o Governo promoverá no sentido de preservar os solos classificados como RAN da região do Algarve", foram as questões enviados pelo BE ao Governo socialista.

Os bloquistas invocam a legislação em vigor, referindo que as utilizações não agrícolas de áreas integradas na RAN só podem verificar -se quando não exista alternativa viável fora das terras ou solos da RAN.

De acordo com a informação divulgada pela Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus), a "empresa imobiliária IMO 224 – Investimentos Imobiliários, S.A. terá promovido a compra de cerca de 40 hectares de terreno no sítio de Alfarrobeira, em solos classificados como RAN", acrescenta o grupo parlamentar do BE.

O Bloco considera que na selecção de locais para investimento, todas as alternativas à construção de infra-estruturas em áreas condicionadas têm de ser ponderadas, evitando as áreas de Reserva Nacional (Agrícola e Ecológica) ou outras condicionantes de ordenamento do território.

Em entrevista à Agência Lusa, o presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, disse quinta-feira que existem duas intenções para a localização de dois grandes centros comerciais no concelho, sendo a do IKEA no eixo Loulé/Faro e a do grupo Auchan (Jumbo) no eixo Loulé/Quarteira.

Em resposta à Quercus, o autarca afirmou que ambos os projectos estão inseridos em terrenos "predominantemente agrícolas".

A cadeia sueca IKEA anunciou em Dezembro passado que pretende abrir uma loja e um centro comercial Inter IKEA em Loulé, Algarve, um investimento no valor superior a 200 milhões de euros que permitirá criar 3000 postos de trabalho directos.

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