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Foto © Samuel Mendonça
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O bispo do Algarve fez um balanço positivo do ano letivo que agora chega ao fim e pediu aos professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) que promovam uma “disciplina aberta” que não perca de vista o “essencial”: Jesus Cristo.

D. Manuel Quintas falava no encontro de encerramento do ano letivo com 24 dos 39 docentes daquela disciplina no Algarve que teve lugar no Seminário de São José, em Faro, promovido pelo Secretariado do Ensino Escolar da Diocese do Algarve no último sábado.

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O prelado considerou a EMRC uma disciplina “muito pluridirecional, na medida em que procura formar a pessoa integralmente em todos os sentidos” e que, por isso, “tem que olhar em todas as direções”, seja sob o ponto de vista ecuménico ou interreligioso.

D. Manuel Quintas, que defendeu que a EMRC deve ser uma “disciplina aberta pelos seus conteúdos”, alertou que “o importante é que o essencial não se perca”, lembrando que “a fonte de tudo o que é esta disciplina não pode ser outra senão a pessoa de Cristo”.

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Este ano letivo ficou marcado por ter sido o primeiro em que os professores de EMRC foram colocados através do concurso nacional, cujo início foi muito conturbado para os docentes de todas as áreas educativas. Com as novas regras da colocação a obrigar à profissionalização dos professores da disciplina, o panorama no Algarve é de mudança do quadro docente com a importação de professores de outras zonas do país e a diocese contou já este ano com três professores de fora: um de Fafe e dois do Porto. “Não temos suficientes pessoas formadas [em EMRC]”, lamentava no encontro de sábado Edite Azinheira, responsável do Secretariado Diocesano do Ensino Escolar (SDEE).

Na visita que fez ao Algarve no final de janeiro deste ano, o Coordenador do Departamento do Ensino Religioso Escolar do Secretariado Nacional de Educação Cristã garantiu não haver desemprego entre os professores de EMRC e defendeu que este é o grupo docente que pode crescer. “Os outros [professores] dependem da natalidade e dos fenómenos migratórios externos ou internos. Nós dependemos desses, mas dependemos também do nosso trabalho e do nosso esforço”, referiu. “Tivemos apenas três professores profissionalizados que não ficaram colocados porque as suas opções foram muito circunscritas”, sustentou.

Na reunião de sábado, em que foram avaliadas as principais atividades promovidas pelo SDEE, Edite Azinheira informou ainda ter havido escolas no Algarve com horários de duas ou três horas semanais de EMRC que não tiveram professor este ano. “Não foram a concurso, nem a oferta de escola não se sabe porquê, nem ninguém nos diz porquê”, lamentou.

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Foi também no decorrer deste ano escolar que foi dado a conhecer o novo programa da disciplina e editados os seus novos manuais que foram apresentados no Fórum que decorreu o mês passado em Fátima e que começarão a ser usados no próximo ano letivo. Os manuais foram no sábado apresentados aos docentes da disciplina no Algarve que procederam à sua análise e avaliação, tendo esta bastante sido positiva.

Neste contexto, num momento em que a lecionação da disciplina se encontra num momento de viragem, o encontro ficou marcado pelo apelo por parte do SDEE ao cooperativismo dos professores na diocese.

Os alunos algarvios inscritos em EMRC representam cerca de 25% do total de estudantes na região.

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