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Bispo do Algarve disse esperar “que se confirme a escolha de Lisboa como lugar” da JMJ 2022 (corrigida)

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo do Algarve disse hoje esperar “que se confirme a escolha de Lisboa como lugar de realização das próximas Jornadas Mundiais da Juventude”.

Na eucaristia do Dia Diocesano do Catequista, a que presidiu hoje ao final da manhã em São Brás de Alportel, aludindo à ida do presidente da República, do cardeal-patriarca de Lisboa e a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima ao Panamá, D. Manuel Quintas reconheceu haver sinais que indicam que Portugal poderá ter sido o país escolhido para a acolher a Jornada Mundial da Juventude de 2022.

“A mim ninguém me disse nada e eu sei tanto como vós, mas vêem-se as coisas”, afirmou na eucaristia com cerca de 300 catequistas algarvios, considerando que “será uma grande surpresa se não for Lisboa o lugar da próxima jornada”.

“Vai ser muito bom para nós, para toda a Igreja em Portugal e para os jovens, sobretudo. Vai ser uma experiência muito bonita e muito gratificante. Ainda que nos possa dar trabalho, mas podeis crer que será algo marcante para a nossa vida”, sustentou.

O cardeal-patriarca de Lisboa partiu na segunda-feira para o Panamá e antes da partida confirmou que a Igreja Portuguesa apresentou candidatura para receber a JMJ de 2022.

Francisco vai anunciar no final da missa conclusiva da JMJ, este domingo, a cidade-sede da próxima JMJ.

Já hoje, o presidente da República Portuguesa mostrou-se emocionado após encontrar-se com o papa Francisco, projetando uma eventual realização da JMJ em 2022, na cidade de Lisboa. “Emocionei-me muito”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa à Agência Ecclesia após ter participado na missa a que o pontífice presidiu na catedral basílica de Santa Maria la Antígua, na Cidade do Panamá.

“Confesso que hoje já me emocionei, a pensar em amanhã e em 2022”, acrescentou. O chefe de Estado tem adiado um eventual anúncio de recandidatura para 2020, mas admitiu hoje que sentiu uma “grande vontade” de se candidatar a um segundo mandato.

“Se Deus me der saúde e se eu na altura não entender que há alguém em melhores condições do que eu para servir o país, aqui este encontro do Panamá e 2022, em Lisboa, foram um grande empurrão psicológico, que me dá uma vontade acrescida para pensar mais seriamente numa recandidatura”, assinalou Rebelo de Sousa.

As JMJ nasceram por iniciativa de São João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude; são um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; Cracóvia (Polónia), em 2016; e Cidade do Panamá, em 2019.

com Ecclesia

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