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Cardeal-patriarca confirmou que a Igreja Portuguesa apresentou candidatura para receber a JMJ de 2022

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O cardeal-patriarca de Lisboa partiu ontem para o Panamá, onde vai participar na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2019, esperando receber o maior acontecimento organizado pela Igreja Católica para os jovens, em 2022.

“Daqui a uma semana, espero que já se diga certamente. Lisboa manifestou a sua disponibilidade, a sua candidatura, o processo seguiu e espero que tenha uma feliz conclusão, que, depois, nos vai envolver intensamente durante mais de três anos, na preparação, com tudo o que ela implica, que é sobretudo uma motivação das pessoas para um acontecimento deste género, que é uma coisa irrepetível”, disse D. Manuel Clemente, em declarações à Rádio Renascença, ainda no aeroporto de Lisboa.

Recorde-se que a notícia da possibilidade da realização da próxima JMJ se realizar em Portugal foi publicada no passado dia 1 de dezembro pelo blogue ‘Regionline’.

A viagem de quase 8 mil quilómetros leva um grupo de bispos portugueses ao encontro dos mais dos 318 jovens, incluindo 30 voluntários, do país que participam na JMJ 2019, com abertura marcada para hoje e participação do papa, entre quinta-feira e domingo.

D. Manuel Clemente, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, confessou partir com expectativas “muito grandes”.

“São acontecimentos extraordinários, com uma participação tão alargada de gente de todo o mundo e, como experiência de Igreja e até como experiência humana, há sempre mais do que aquilo que a vida do dia a dia traz”, refere.

Para o cardeal-patriarca de Lisboa, momentos como a JMJ são muito importantes na vida da Igreja Católica e muito “evangélicos”.

“É interessante reparar que, naquilo que os Evangelhos guardam de Jesus, tanto há conversas pessoais e abordagens a cada um, como há depois grandes encontros – lembramo-nos da multiplicação dos pães e outros encontros assim – e tudo isso faz parte de uma vida plena”, explica.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa defende que estes acontecimentos “alimentam o dia a dia pela experiência que se transporta”.

Além das cerimónias presididas pelo papa, D. Manuel Clemente destaca também os momentos de partilha com os jovens portugueses, que “querem a companhia dos seus bispos”.

O programa dos participantes portugueses inclui, sob a presidência do cardeal-patriarca, um encontro conjunto de toda a delegação na manhã de 25 de janeiro, na igreja de Nossa Senhora de Lourdes, da paróquia com a mesma padroeira, onde também estão alojados os algarvios.

O Panamá vai receber ainda D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra; D. Manuel Felício, da Guarda; D. José Cordeiro, de Bragança-Miranda; D. Nuno Almeida, auxiliar de Braga; no país da América Central encontra-se já D. Joaquim Mendes, auxiliar de Lisboa e presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família.

Outra presença anunciada é a do presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa.

A organização da JMJ 2019 espera a participação de 200 mil jovens, oriundos de mais de 150 países. O Panamá recebeu ontem a Imagem Peregrina n.º 1 de Nossa Senhora de Fátima.

Durante a semana decorre uma Feira da Juventude e Vocacional, que complementa as várias atividades da noite, entre elas o acolhimento ao papa, a 24 de janeiro, e a tradicional vigília de oração, dois dias depois, no campo São João Paulo II.

A JMJ 2019 conclui-se a 27 de janeiro, com a Missa do envio e o encontro de Francisco com os voluntários.

O programa do papa inclui um encontro com jovens presos no centro de menores “Las Garças” de Pacora, localidade situada a 46 km da Cidade do Panamá, a 25 de janeiro.

com Ecclesia

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