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Bispo do Algarve disse que celebrar a Imaculada Conceição de Maria deve levar à santidade

© Samuel Mendonça
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O bispo do Algarve disse na última segunda-feira, dia em que a Igreja celebrou a solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, que celebrar aquela festa deve levar a acolher o apelo à santidade.

“Celebrar a Imaculada Conceição deve constituir acolher o apelo àquilo que podemos considerar o essencial da nossa vocação cristã e que exige de cada batizado uma resposta decidida para cada dia”, afirmou D. Manuel Quintas na missa estacional celebrada à noite na Sé de Faro, referindo-se à santidade, “a vocação e a meta de todo o batizado”, lembrando que essa é também a “proposta inspiradora” da Diocese do Algarve para presente ano pastoral de 2014/2015.

“A celebração da Imaculada Conceição incentiva-nos a acolhermos e a aderirmos ao dom que Deus nos concedeu em Cristo, de modo que a vocação a que fomos chamados ilumine toda a nossa vida e determine as opções e as atitudes que a caraterizam”, completou o prelado.

© Samuel Mendonça
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O bispo diocesano, que evocou as 12 paróquias algarvias que têm na Senhora da Conceição a sua padroeira, lembrou ainda que “celebrar a Imaculada Conceição é ter presente e professar o mistério central da fé: a incarnação de Jesus, como início da realização do projeto salvífico de Deus para o qual contribuiu o ‘sim’ disponível de Maria”. “Maria foi pensada como a primeira [pessoa] totalmente pré-redimida e foi como tal que ela concebeu sem pecado o Filho de Deus, porque sem pecado foi também ela concebida. Foi preservada do pecado desde a sua conceção para que, cheia de graça, se tornasse digna mãe do seu filho Jesus. Ela é a primeira de todos os redimidos, imagem da Igreja que o Senhor quer gloriosa, sem mancha nem ruga, santa e imaculada. Ela simboliza a humanidade que se abre ao mistério de Deus, realizado plenamente pela encarnação e pela obra redentora de Jesus Cristo”, sustentou.

D. Manuel Quintas lembrou que “Maria é o modelo da resposta a este projeto de Deus” por contraposição a Eva e, consequentemente Adão, “constituem a imagem da rejeição deste projeto”. “Tanto Eva como Maria escutaram a palavra de Deus. Eva escutou mas não acolheu, nem seguiu a palavra escutada. Maria escutou, acolheu e seguiu a palavra escutada. Mais ainda, esta palavra tornou-se vida em si mesma”, enfatizou, evidenciando a “obediência de Maria” como “expressão de fé, de confiança filial, de abandono”. “Com o seu ‘sim’, Maria abriu a humanidade e o mundo ao advento do Deus-redentor”, completou, lembrando o sentido desta passagem da Bíblia neste tempo de preparação para o Natal. “Em tempo de Advento, a liturgia põe à nossa consideração estes dois modos de escuta da palavra de Deus para que nos interroguemos sobre a verdade do nosso caminho de preparação para a celebração da primeira vinda de Cristo”, justificou.

© Samuel Mendonça
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O rei D. João IV coroou Nossa Senhora da Conceição como padroeira e rainha de Portugal a 25 de março de 1646 em Vila Viçosa. Desde esse gesto, nunca mais os reis usaram coroa porque ela tinha sido atribuída a Nossa Senhora da Conceição. A Igreja apenas reconheceu o dogma da Imaculada Conceição de Maria em 1854 pelo Papa Pio IX.

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