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Bispo do Algarve diz que Nossa Senhora “abriu a humanidade e o mundo ao advento do Deus-redentor”

© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O bispo do Algarve afirmou no passado domingo, no contexto da celebração da solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, que, “com o seu «sim», Maria abriu a humanidade e o mundo ao advento do Deus-redentor”.

D. Manuel Quintas lembrou na missa estacional na Sé de Faro que a virgem de Nazaré veio restaurar o que com Eva tinha ficado destruído. “Eva, à qual associamos Adão, constitui a imagem da rejeição à proposta da Deus. Maria constitui o modelo da resposta ao projeto de Deus”, comparou o prelado, lembrando que “ambas escutam a palavra de Deus mas Eva rejeita-a, desobedece-lhe”. “Por sua vez, Maria é aquela que escuta, acolhe, se esclarece e adere, obedece e sujeita a sua vontade à vontade daquele que lhe dirige a mensagem. Assim, pela obediência de Maria, a palavra de Deus irrompe na nossa história”, concluiu.

© Samuel Mendonça
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O bispo do Algarve salientou que o exemplo de Maria mobiliza assim os cristãos a assumirem a “mesma resposta aos apelos de Deus e dos irmãos”. “Uma palavra que é escutada e acolhida como Maria, põe-nos sempre a realizar o «ide pelo mundo e anunciai o evangelho», (…) o lema do nosso Programa Pastoral para este quinquénio. Gostaria que a atitude de Maria viesse tornar mais forte este convite”, acrescentou, considerando que “Maria é a imagem da Igreja missionária, em movimento”.

D. Manuel Quintas frisou que em Maria é mostrado o “exemplo das maravilhas de Deus na história, bem como o que ele pode fazer na Igreja e na vida de cada cristão” e de cada uma das comunidades paroquiais se, como a Mãe de Jesus, assumirem a “mesma atitude de escuta atenta da sua palavra e de disponibilidade para realizar a sua vontade”.

O bispo diocesano, que evocou as 12 paróquias algarvias que têm na Senhora da Conceição a sua padroeira, lembrou a dificuldade da Igreja em reconhecer o “privilégio” concedido por Deus a Maria. “A Igreja, com a proclamação desta verdade de fé pelo Papa Pio IX em 1854, reconheceu o que, desde há muitos séculos, o povo cristão venerava e celebrava: a santidade da Virgem Maria desde o primeiro momento da sua existência. Ou seja, que Maria foi preservada, desde sempre, do pecado do qual nascem todos os filhos de Adão”, esclareceu.

© Samuel Mendonça
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D. Manuel Quintas destacou que mesmo os teólogos “tiveram muita dificuldade em explicar” o dogma que parecia ameaçar a universalidade da redenção trazida por Jesus. “Jesus operou a obra de redenção universal da qual ninguém era excluído e afirmar que Nossa Senhora tinha sido concebida sem pecado era excluí-la da obra operada por Cristo e, por isso, era dizer que a redenção de Jesus já não era universal”, explicou o bispo do Algarve, acrescentando que só no século XIV, é que o teólogo Duns Scotus concluiu que Maria tinha sido “pré-redimida”, ou seja, “preservada do pecado original em vista dos méritos futuros da paixão de Cristo”.

D. Manuel Quintas lembrou também a “veneração especial” que o povo português tem pela Imaculada Conceição de Maria, considerando que isso deve-se também à atitude do rei D. João IV, que “interpretando o sentir do povo português”, a 25 de março de 1646, em Vila Viçosa, coroou Nossa Senhora da Conceição como padroeira e rainha de Portugal. “Como sabemos, desde este gesto do rei, nunca mais os reis usaram coroa porque ela tinha sido atribuída a Nossa Senhora da Conceição”, complementou.

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