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Foto © Samuel Mendonça
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Inês Ricardo
Inês Ricardo

O bispo do Algarve enviou este mês uma jovem e uma família do Caminho Neocatecumenal para missões, respetivamente, no Vietname e na Suíça.

A algarvia Inês Ricardo, de 23 anos, pertencente à comunidade do Caminho Neocatecumenal da paróquia da Conceição de Faro, irá em agosto para o Vietname por um período indeterminado. A missionária participará na Jornada Mundial da Juventude na Polónia, de 25 a 31 de julho deste ano, seguindo depois para a missão naquele país do sudeste asiático.

A jovem olhanense, que terminou o seu mestrado na área da contabilidade e da fiscalidade, estando a realizar agora uma pós-graduação em turismo, irá integrar-se num grupo de várias nacionalidades pertencente ao Caminho Neocatecumenal que está no Vietname.

Inês Ricardo, que ainda não sabe que trabalho irá realizar, foi enviada no passado dia 14 deste mês em eucaristia na igreja da Conceição de Faro, presidida por D. Manuel Quintas.

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O bispo do Algarve enviou também uma família do Caminho Neocatecumenal para a Suíça no passado dia 21 deste mês, na eucaristia do Jubileu das Famílias que teve lugar na Sé de Faro.

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Nuno e Alexandra Costa e os seus dois filhos pertencem à segunda comunidade do Caminho Neocatecumenal da paróquia da matriz de Portimão e vão para a cidade de Lausanne também por um período de tempo indeterminado, devendo partir até setembro.

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Em declarações ao Folha do Domingo, o jovem casal recorda que o ímpeto para ir em missão surgiu num encontro em Cádiz (Espanha) com os iniciadores do Caminho Neocatecumenal no qual houve um chamamento de famílias que estivessem disponíveis para partir. “Depois de nos descobrirmos a nós próprios na comunidade, começámos a perceber aquilo que é o amor de Deus manifestado no outro. E isto não se pode esconder, é uma coisa que tem de ser anunciada. Não posso deixar de ir porque é algo inquietante”, testemunhou Nuno Costa, acrescentando que a missão consistirá em “manifestar no quotidiano aquilo que é o amor de Jesus Cristo”.

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“Deus chamou-nos e preparou-nos também para isto. Não há nenhum casal que vá em missão se não tiver maturidade suficiente”, prosseguiu. Acrescentando ser a Santíssima Trindade que os impele, explicou que a missão é também evangelizadora para o próprio missionário. “Quando alguém está em missão vê claramente Deus em todos os acontecimentos”, destacou.

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Na celebração do envio, o bispo do Algarve destacou também este aspeto. D. Manuel Quintas lembrou que quem parte em missão é sempre “peregrino e discípulo” porque “tem constantemente de perscrutar a voz d’Aquele cuja mensagem anuncia”. “Quem vai em missão nunca regressa com o coração vazio, regressa sempre com o coração cheio do que viu, ouviu, contemplou, partilhou e experimentou”, sustentou o prelado.

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“Que este envio possa ajudar-nos a sair em missão para longe. Cristo chama não só os novos, nem só os casais jovens, mas também os de outras idades. Que este testemunho nos inquiete, nos desperte e nos faça a todos missionários. Vamos acompanhar-vos nesta vossa missão e gostaríamos muito de sair enriquecidos pela vossa experiência e testemunho”, afirmou ainda o prelado na missa em que foi destacada a ação missionária que a família é chamada a desempenhar.

Embora partindo sozinha, a família Costa lembra que terá muita gente consigo. “Fisicamente, vamos estar sozinhos, mas sabemos que temos uma comunidade que foi enviada também connosco. Não vamos sozinhos. Por isso é que a comunidade estava atrás de nós porque a comunidade também envia”, refere Nuno Costa, justificando a participação da sua comunidade no rito de envio composto por cântico, oração, entrega da cruz pelo bispo do Algarve e profissão de fé dos presentes.

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Nuno Costa lembra que as famílias são escolhidas “à sorte”, mas diz existirem “pedidos especiais” aos quais responde quem quer. Um desses pedidos era para a Arábia Saudita e o missionário sentiu-se interpelado. “Senti o chamamento, mas a Alexandra não e a decisão tem de ser do casal. Irmos para um país árabe provavelmente seria uma «cruz» muito grande para podermos suportar enquanto casal”, refere, acrescentando que a Suíça foi outro dos “pedidos especiais” a que se sentiu chamado por ser terra de missão. “A Suíça vive muito para o dinheiro e a pessoa sofre muito numa sociedade assim”, lamenta.

A família Costa vai integrada num grupo de cerca de 12 pessoas, formado ainda por um padre, dois casais e uma leiga consagrada, todos italianos, um casal espanhol e por uma leiga consagrada brasileira.

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Nuno Costa é enfermeiro e teve de deixar seu emprego poder ir, tal como a esposa que é assistente dentária. “Nós nunca estivemos tão bem como família, mesmo a nível de estabilidade económica como agora”, confessa, confirmando que irão sem trabalho assegurado para a Suíça, um país onde ninguém pode permanecer por mais de três meses sem estar a trabalhar.

O Caminho Neocatecumenal nasceu há 50 anos em Espanha, por iniciativa do pintor e músico Kiko Argüello e da missionária Carmen Hernández e é reconhecido pela Igreja Católica como um itinerário de formação católica válido para a sociedade e para os dias de hoje. Este itinerário de iniciação cristã está presente em missão em muitas partes do mundo.

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