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© Samuel Mendonça

O bispo do Algarve exortou os escuteiros católicos algarvios a viverem a vida como “dom e serviço” para os outros.

“Não é só mal que tem o poder de se multiplicar, também o bem se multiplica. É preciso é que alguém comece e que outro acolha e continue com esta onda de bondade, de serviço e de amor a que nos convida a palavra de Deus. É esta onda de bondade e de amor que transforma a nossa vida e que faz com que ela seja vivida com alegria e em festa, mesmo no meio das dificuldades e das crises que afectam a nossa vida pessoal, familiar ou mesmo nacional”, sustentou D. Manuel Quintas na eucaristia de abertura do Dia de Baden-Powell (BP), o fundador mundial do escutismo, realizado em Silves no último sábado pela Junta Regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE).

O prelado lembrou que “o ideal de servir é verdadeiramente um ideal humano e cristão que o CNE procura atualizar em tantos gestos, atitudes e de tantas formas e modos”. “Queremos avivar em nós o ideal do escutismo, avivando também o ideal cristão e humano que Jesus ilumina com a sua palavra e a sua vida. O escuteiro cristão, membro do CNE, deve encontrar em Cristo o exemplo por excelência de homem livre, fraterno, solidário, defensor da dignidade de todas as pessoas, disponível para o serviço de Deus e dos outros, particularmente os mais necessitados, atento à beleza da natureza e do universo, sensível ao sofrimento daqueles que o rodeiam”, sustentou.

Acrescentando que “crescer deste modo é crescer de uma maneira plena e integral”, o bispo do Algarve disse ser este o “grande valor do escutismo” e a “razão pela qual” tantos gostam de ser escuteiros e muitos procuram integrar-se no movimento. “A sua pedagogia e o ideal que propõe forma verdadeiramente para a vida, ajuda a crescer em todas as direcções, prepara-nos para o serviço da sociedade como verdadeiros e autênticos cidadãos”, acrescentou.

Lembrando o tornado que atingiu Silves em novembro de 2012, D. Manuel Quintas pediu que desta vez a cidade fosse “inundada” pela “alegria e esperança” de “gente que testemunha aos outros que vale a pena ser escuteiro e, sobretudo, que vale a pena fazer do ideal do serviço um ideal para toda vida”.

O prelado sublinhou ainda que “o segredo e crescimento do escutismo no Algarve deve-se, seguramente, a todos aqueles que estão à frente de cada agrupamento, à seriedade com que assumem os seus compromissos, à vontade de servir e de ser testemunho”. “Agradeço, em nome da diocese, por tudo o que o escutismo faz em favor destas crianças, adolescentes e jovens”, concluiu.

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