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Bispo do Algarve explicou as mudanças de párocos

Foto © Samuel Mendonça

O bispo do Algarve disse no passado domingo que as nomeações por si realizadas no passado mês de julho “permitiram preencher alguns lugares que estavam necessitados de padres” e “reestruturar a pastoral da cidade de Faro”.

D. Manuel Quintas já tinha dito em julho que o “número assinalável de mudanças” “tem o único objetivo de servir melhor, procurando as pessoas certas para os lugares certos”.

“Como eu gostava que todas as paróquias conhecessem as dificuldades por que passam outras paróquias irmãs que só têm missa sabe Deus quando”, afirmou D. Manuel Quintas no domingo na eucaristia de tomada de posse do novo pároco de Santa Bárbara e Estoi.

O prelado lembrou existirem párocos sozinhos, alguns idosos, que asseguram o trabalho pastoral de um concelho inteiro e outros octogenários que ainda são párocos. D. Manuel Quintas evidenciou que as mudanças abrangeram 32 paróquias e referiu-se, de modo particular, à cidade de Faro. “Não se compreende que uma cidade como Faro tenha 13 missas ao fim de semana quando há tantas paróquias sem missa”, considerou, lembrando haver paróquias vizinhas que têm mais do que uma eucaristia ao fim-de-semana enquanto os paroquianos de outras comunidades têm de “fazer quilómetros” para participar na eucaristia.

“Tudo isto causa sofrimento a um bispo que não consegue chegar a todos como gostaria”, rematou na eucaristia na igreja de Santa Bárbara de Nexe que contou com uma manifestação de cerca de 30 pessoas contra a mudança do pároco.

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