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Bispo do Algarve lembra que o país precisa dos finalistas porque o seu futuro é o de todos

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Foto © Samuel Mendonça

“O vosso futuro é também o nosso futuro, já que precisamos do vosso saber e do vosso dinamismo jovem para que este nosso país, que todos constituímos, possa progredir também com o vosso contributo”, afirmou o bispo do Algarve no último sábado aos finalistas da Universidade do Algarve (UAlg).

D. Manuel Quintas disse aos estudantes que a sabedoria se situa “muito para além do saber adquirido ao longo dos anos de estudo” porque se refere ao “saber assimilado e assumido na vida como expressão dos valores que definem e qualificam o agir humano em todas as suas dimensões”. “A verdadeira sabedoria exprime-se também nos dons do Espírito [Santo], presentes em cada um, revelando grande riqueza na sua diversidade e pluralidade, todos, porém, convergindo para o mesmo objetivo: o bem comum, ou seja, o bem de todos”, sustentou na celebração da bênção das pastas que este ano teve lugar no parque de estacionamento de São Francisco, em Faro.

“Esta sabedoria está igualmente presente nos talentos, muitos ou poucos, com que somos dotados. A realização pessoal e a felicidade que eles proporcionam não reside na sua quantidade, mas na capacidade, na criatividade, na ousadia de os desenvolver e colocar ao serviço dos outros e do mundo que nos rodeia”, prosseguiu o prelado.

D. Manuel Quintas advertiu os estudantes para aquela que considerou ser a “regra de ouro” da sua realização humana e profissional. “A vossa vida só adquirirá pleno sentido quando o que construirdes for pautado por valores que vos dignificam a vós próprios, bem como aos outros, contribuindo para o bem comum”, concretizou.

O bispo do Algarve advertiu os universitários que o seu caminho “não será propriamente, uma autoestrada, nem tão pouco uma via rápida”. “Antes, talvez e infelizmente, olhando para a nossa realidade muito concreta, uma vereda íngreme e de difícil acesso que exigirá o melhor de vós mesmos e o que melhor vos define e carateriza: o sonho, a criatividade, a persistência, perseverança, a coragem de partir sempre para um novo recomeço”, acrescentou.

O prelado assegurou-lhes que não estarão sozinhos. “Todos aqueles que vos rodeamos com muito afeto queremos continuar a apoiar-vos e é isso mesmo que queremos exprimir com esta oração de bênção”, complementou, pedindo: “não desanimeis, nem desistais diante das dificuldades que, por ventura, tereis de enfrentar. Acolhei Cristo como companheiro do caminho que vos preparais para percorrer e a sua mensagem como inspiradora das opções que tereis de fazer ao longo da vossa vida”.

D. Manuel Quintas desafiou ainda os finalistas a ter um “coração sábio capaz de escolher o bem do mal”, a “coragem para escolher e seguir sempre o bem”, uma “inteligência e determinação para praticar o que é justo” e, sobretudo, “humildade para buscar sempre, e em tudo, a verdade e a ousadia de deixar iluminar a vida com a luz que ela irradia”.

A bênção contou também com a presença do pastor Rodrigo Sequeira, da Igreja Evangélica e assistente espiritual de uma das finalistas, que fez uma oração pelos estudantes. “Deus tem coisas boas para nós, mas as suas bênçãos são muitas vezes condicionadas pelas nossas escolhas. A minha oração por vocês é para que Deus vos ajude a fazer as escolhas certas”, explicou.

O reitor da UAlg manifestou o seu “enorme orgulho” pela conclusão do percurso académico feito pelos finalistas. “A Universidade do Algarve foi a vossa casa e continuará sempre a ser a vossa casa”, afirmou, António Branco.

O presidente da Câmara de Faro considerou os finalistas um “contingente” que “enriquece” a cidade e o país. “Aos que pensam ficar em Faro e aqui construir a sua felicidade, eu tomaria a liberdade de vos confessar que esta cidade precisa muito de vós”, afirmou Rogério Bacalhau.

O presidente da Associação Académica da UAlg explicou que a mudança de local da bênção se deveu a motivos de agenda do Estádio do Algarve e do estádio do Farense”, justificação que foi recebida com uma enorme assobiadela dos presentes. “Ainda assim, depois de pensarmos muito sobre o assunto, apercebemo-nos que este local tem em si um simbolismo que poucos locais em Faro têm”, acrescentou Nuno Lopes, referindo-se ao facto de o percurso académico dos estudantes começar naquele lugar com o desfile do caloiro.

Cumprindo a tradição dos últimos anos, os estudantes entregaram ainda ao bispo do Algarve uma quantia monetária, resultante de uma recolha solidária realizada entre si, que reverterá para a Guiné-Bissau.

A celebração, promovida em colaboração pela Capelania e pela Associação Académica da UAlg, na qual se fez memória dos estudantes falecidos no último ano, foi concelebrada pelos capelães, o cónego Carlos César Chantre e o padre Pedro Manuel, e contou ainda com a atuação das tunas da academia.

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