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Bispo do Algarve pediu aos finalistas da UAlg que nunca percam a capacidade de sonhar

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O bispo do Algarve pediu no passado sábado aos finalistas da Universidade do Algarve (UAlg) que, perante as “inquietações” sobre o seu “futuro pessoal e profissional”, nunca percam a capacidade de sonhar nem a esperança.

“Sonhar nunca é demais. Nunca percais a capacidade de sonhar. Não vos deixeis seduzir pelos facilitismos de uma sociedade de consumo, não vos deixeis escravizar pelo que anula liberdade e dignidade, cria dependências e conduz a uma vida marcada pelo fracasso e pela desilusão”, exortou D. Manuel Quintas na celebração da bênção das pastas a que presidiu no Estádio de São Luís, em Faro.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O prelado acrescentou que “os sonhos mais belos conquistam-se com esperança, paciência, persistência e determinação, sem medo de errar, resistindo à tentação do resultado imediato”. “Há sempre a possibilidade de levantar a cabeça e recomeçar, porque vós caros jovens, sois os artífices, por excelência, da esperança. Não percais nem deixeis que vos roubem a esperança. Temei, sim, cair na tentação de viver paralisados, acomodados, anestesiados, com medo de arriscar. É fundamental vencer medos e inseguranças”, afirmou aos quase 1.100 finalistas da UAlg que este ano se inscreveram na celebração.

“Precisamos todos de vós. Da vossa generosidade e do vosso altruísmo, do vosso saber e dos vossos sonhos”, prosseguiu, pedindo-lhes também que sintam “orgulho” por terem sido formados naquela academia que este ano celebra 40 anos de atividade. “Quarenta anos a criar futuro e a construir sonhos, futuro e sonhos presentes em cada um de vós”, realçou com base no lema da universidade para a efeméride, considerando terem sido “quatro décadas que fizeram a diferença na construção de um Algarve melhor, pelo seu contributo como primeiro polo criador e difusor da cultura”.

O bispo diocesano afirmou ainda aos estudantes a importância de convergirem todos para o “serviço do bem comum” e realçou o valor da “sabedoria duma vida vivida como dom e serviço aos outros, na defesa da pessoa humana e da promoção da sua dignidade, particularmente dos que menos condições têm de a conseguir”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Quintas disse-lhes ainda que “a realização pessoal e a conquista da verdadeira felicidade passam pela coragem e ousadia em ser semente, ou seja, em colocar a própria vida e o saber adquirido ao serviço dos outros e do mundo”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O reitor da UAlg também se dirigiu aos estudantes antes da celebração. “Foi um privilégio participarmos do vosso crescimento e contribuirmos para a vossa formação que pretendemos plena. A nossa função não se limita a habilitar-vos com conhecimentos científicos e técnicos. A nossa responsabilidade vai muito além disso. Temos obrigação de contribuir para um cimentar de conjunto de valores que gostaríamos que estivessem sempre presentes ao longo das vossas vidas”, afirmou Paulo Águas, referindo-se em concreto à “integridade”, “solidariedade”, “busca pela excelência”, “sentido critico”, “inconformismo” e “amizade”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Também o presidente da Associação Académica da UAlg, Pedro Ornelas, pediu aos finalistas a “grande responsabilidade” de “mostrar a qualidade da formação da Universidade do Algarve pelo país fora”.

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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Cumprindo a tradição dos últimos anos, os estudantes entregaram ainda ao bispo do Algarve uma quantia monetária, resultante de uma recolha solidária realizada entre si, que acrescentará a renúncia dos católicos algarvios na última Quaresma para a diocese angolana de Luena, para apoiou da rede escolar a cargo dos missionários dehonianos que se encontram lá a trabalhar.

A celebração, promovida em colaboração pela Capelania e pela Associação Académica da UAlg – na qual se fez memória dos três alunos falecidos no último ano e da aluna da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa falecida na véspera em acidente de viação na Hungria –, foi concelebrada pelo capelão, o cónego Carlos César Chantre, e pelo padre António de Freitas, e contou ainda com a presença do vice-presidente da Câmara de Faro, Paulo Santos, a atuação das tunas da academia e o canto da comunidade de São Paulo, no Patacão, pertencente à paróquia de São Pedro de Faro.

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