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Bispo do Algarve presidiu à solenidade do padroeiro da diocese

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Foto © Câmara Municipal de Vila do Bispo

O bispo do Algarve presidiu na passada terça-feira, em Vila do Bispo, à solenidade do padroeiro da Igreja algarvia, São Vicente, diácono e mártir.

D. Manuel Quintas lembrou que passam este ano, no próximo dia 14 de fevereiro, 225 anos sobre a autorização concedida pela Santa Sé à Diocese do Algarve, após o pedido do bispo da altura, D. Francisco Gomes do Avelar, para que São Vicente fosse o seu padroeiro.

O prelado, que presidiu à eucaristia que teve lugar na igreja matriz e à procissão que lhe seguiu, lembrou que Vicente significa “vencedor”. D. Manuel Quintas explicou que o mártir foi “vencedor pela força da fé”, nomeadamente pela “presença de Cristo na sua vida” e pela “força do espírito” na sua vida.

O bispo do Algarve acrescentou que, neste contexto, ser vencedor não implica “tornar outros perdedores” ou “derrotados”. “A este nível só a vencedores”, sustentou, explicando que “não se trata de subjugar alguém, de diminuir os outros”, mas de uma “afirmação pessoal que deve interpelar os outros”.

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Foto © Câmara Municipal de Vila do Bispo

D. Manuel Quintas disse que a celebração daquela solenidade atualiza o testemunho de Vicente e constitui apelo a ser como ele. “O mundo de hoje precisa do testemunho dos cristãos”, considerou, lembrando que o padroado de São Vicente se exerce com o seu testemunho de fé e com o seu convite a que o mesmo seja imitado pelos cristãos de hoje.

O bispo diocesano lembrou ainda que Vicente foi martirizado há 1700 anos. Para além de orago da Diocese do Algarve, é também padroeiro do Patriarcado de Lisboa, onde se guardam algumas das suas relíquias. Simbolicamente é representado por uma barca e um corvo, representação essa baseada na tradição de que em 1173 as suas relíquias foram conduzidas numa barca desde o Cabo de São Vicente, no Algarve, para Lisboa, a mando de D. Afonso Henriques e veladas durante todo o trajeto por dois corvos.

Também aparece representado com palma, que simboliza o martírio, e evangeliário. São Vicente ou São Vicente de Saragoça, também conhecido por São Vicente de Fora (Lisboa), foi martirizado em Valência no início do século IV (crê-se que no ano de 304) durante as perseguições do imperador romano Diocleciano contra os cristãos da Península Ibérica. O seu cruel martírio até à morte foi devido, segundo a tradição, à sua recusa em oferecer sacrifícios aos deuses do panteão romano.

Segundo a tradição, os restos mortais de São Vicente foram conduzidos, durante a progressiva ocupação muçulmana do sul peninsular, até ao cabo que viria a assumir o seu nome e a transformar-se, durante vários séculos, em lugar de peregrinação. As comunidades moçárabes existentes no Algarve, constituídas por cristãos que conseguiram organizar-se sob o domínio muçulmano, encontraram no testemunho de São Vicente, coragem e alento.

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Foto © Câmara Municipal de Vila do Bispo

O dia de São Vicente comemora-se também com particular destaque em Vila do Bispo, onde é feriado municipal. Na terça-feira, o bispo do Algarve, em visita pastoral às paróquias de Raposeira, Sagres e Vila do Bispo, participou no “Hastear da Bandeira” diante da Câmara Municipal, bem como na sessão solene que teve lugar na Assembleia Municipal. D. Manuel Quintas participou ainda de tarde na inauguração de um monumento aos antigos combatentes.

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