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Cadeia de oração pelas vocações terminou com apelo à abertura de coração

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© Samuel Mendonça

O cónego José Pedro Martins assegurou na última sexta-feira à noite, na vigília de oração de encerramento do Lausperene (adoração permanente ao Santíssimo Sacramento) que a Igreja Católica realizou ao longo dos últimos 15 dias, que Jesus continua a chamar discípulos, advertindo para a importância de não se fechar o coração a este chamamento.

Nas últimas duas semanas, aquela cadeia de oração ininterrupta, dia e noite, ao Santíssimo Sacramento, que se realiza anualmente desde 2004 no âmbito da Semana dos Seminários (este ano de 10 a 17 deste mês), passou por todas as paróquias que constituem as quatro vigararias da Diocese do Algarve, pelas comunidades, congregações, grupos e movimentos católicos algarvios, chegando na sexta-feira à paróquia da Conceição de Faro.

Na igreja daquela comunidade paroquial, o reitor do Seminário de Faro alertou que “fechar o coração é bloquear e impedir que a vida, outra situação de vida, possa atingir o seu objetivo”. “Hesitar é confiar mais em nós e desconfiar de quem nos aponta um caminho. A nossa deserção frente àquilo que o Senhor nos pede é que prejudicará e não atingirá a missão que Ele quer. Somos livres em responder”, complementou.

Com base no evangelho escutado que narrou o primeiro chamamento, de Jesus aos discípulos, o sacerdote da equipa formadora do Seminário de Faro que promoveu o Lausperene diocesano, disse que “o Senhor não deixa de caminhar ao logo do mar da Galileia para encontrar outras respostas” e “não desiste porque tem um projeto de amor universal e um amor para sempre”.

O cónego José Pedro Martins aludiu ainda à “responsabilidade do testemunho” que ajude a despertar “vocações de especial consagração para a Igreja e, concretamente, para o sacerdócio”. “Estamos todos envolvidos e uma comunidade não pode passar indiferente a estes chamamentos. Cabe-nos testemunhar uma fé que passe por uma vida de tal modo edificante que leve ao nascimento de vocações que são necessárias na Igreja”, sustentou.

O reitor do Seminário pediu ainda aos católicos algarvios que continuem a rezar pelas vocações consagradas, tanto no sacerdócio, como na vida religiosa ou nos institutos seculares. “Continuai a rezar pelos nossos seminaristas e todos os demais que se interrogam para que encontrem comunidades que realizem o discernimento, o incentivo, o desejo de propor”, apelou.

Na vigília, que contou igualmente com a participação do padre Luís Gonzaga Nunes, assistente espiritual do Seminário de Faro, e de um grupo de seminaristas e de pré-seminaristas algarvios, o cónego José Pedro Martins lembrou que “o itinerário da vocação é como a construção de uma casa”. Ao longo da celebração, a simbologia dessa edificação esteve presente na apresentação de vários objetos que a evocaram.

No passado dia 2 deste mês, na eucaristia de início do Lausperene, o bispo do Algarve considerou que esta tem sido a iniciativa “mais eficaz para criar na diocese a sensibilidade pela oração pelas vocações”. “Não encontrei outra iniciativa que tenha sensibilizado mais do que esta a nossa diocese e as nossas comunidades cristãs. Atribuo mesmo, com espírito de fé e de certeza, que os padres novos e os seminaristas que temos nestes últimos anos são dom de uma Igreja unida nesta cadeia de oração”, disse D. Manuel Quintas.

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