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Em abril transato, o plano de reequilíbrio financeiro para a Câmara de Faro recebeu autorização da Direcção-Geral do Orçamento para poder pedir à banca um empréstimo de 48 milhões de euros, mas os “bancos estão a fazer as propostas a conta gotas”, disse hoje à Lusa Macário Correia.

“Pedimos propostas a todos os bancos e, neste momento, há quatro [bancos] a fazer propostas de empréstimos e um quinto que está a ponderar e estou a acertar valores com eles para tentar atingir a totalidade do que precisamos”, adiantou a autarca.

Caso seja validada uma proposta bancária, o assunto tem ainda de passar pela votação na Assembleia Municipal de Faro.

A próxima reunião da Assembleia Municipal de Faro é dia 27 de junho, mas Macário Correia estima que o assunto ainda não seja votado na próxima reunião.

A primeira tranche do empréstimo não chegará “nunca antes agosto”, acrescentou Macário Correia.

A Câmara de Faro ultrapassou o limite de endividamento em 2008 em mais de sete milhões de euros, tendo o presidente da autarquia assumido, em outubro de 2010, a necessidade de um empréstimo de “50 milhões de euros da banca”.

“Nós precisamos de 50 milhões de euros da banca para fazer o reequilíbrio a prazo da Câmara e é nisso que também estamos a trabalhar”, disse Macário Correia, referindo que o problema da Câmara de Faro remonta a 2003/2004 – mandato de José Vitorino -, anos em foram contraídos empréstimos a prazo de “quase 20 milhões de euros”, cujos juros estão a ser pagos.

Lusa

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