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Por sua vez, o Ministério da Economia classifica a ponte como uma ligação de interesse apenas local, argumentando que a sua construção compete apenas às autoridades locais. Sustenta, ainda, que a atual EN122 entre Alcoutim e Albernoa (ligação ao IP2, perto de Beja) responde às necessidades existentes.

Calculando que a construção da ponte envolva um investimento total de 15 milhões de euros, Francisco Amaral afiançou que as duas localidades não têm verba para avançar: “San Lucar del Guadiana é uma freguesia com menos orçamento do que qualquer pequena aldeia portuguesa e nós também não temos orçamento”.

A construção da ponte permitiria que as duas povoações, apenas separadas pelo Guadiana, ficassem ligadas por via rodoviária, evitando que os carros tivessem que atravessar a fronteira pela atual ponte do Guadiana, junto a Vila Real de Santo António, cerca de 40 quilómetros para sul.

Num comunicado sobre a matéria, o PCP assegura que não se resignará com o crescente declínio das regiões interiores do país e continuará a lutar pela concretização da Ponte Internacional Alcoutim-Sanlúcar e do IC27, “infraestruturas essenciais para a dinamização das atividades económicas e para a fixação de habitantes” do nordeste algarvio e sudeste alentejano.

Rúben Oliveira com Lusa
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