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A Câmara de Castro Marim formalizou a contratação de 20 novos colaboradores e concluiu “com sucesso” o processo de internalização de 41 funcionários da empresa municipal Novbaesuris na autarquia, foi anunciado.

A empresa municipal Novbaesuris foi encerrada por decisão da maioria PSD em dezembro de 2018, na sequência de um relatório do Tribunal de Contas (TdC) que apontava para irregularidades na contratação ocorridas entre 2010 e 2016 e que levou o presidente da Câmara, Francisco Amaral, a acatar a recomendação do tribunal de fechar a empresa.

“São 41 os funcionários reintegrados na Câmara de Castro Marim, após o encerramento da Novbaesuris – Empresa Municipal de Gestão e Reabilitação Urbana, E.M., um processo que se iniciou em dezembro de 2018 e cujo final foi ontem [segunda-feira] celebrado com a assinatura de mais 20 contratos dos novos colaboradores”, anunciou a autarquia em comunicado.

A mesma fonte recordou que a empresa municipal, a única criada no concelho de Castro Marim, iniciou a atividade em 2009 com o objetivo de atuar na área da reabilitação urbana, mas acabou por ser “encarregada da promoção e gestão de equipamentos coletivos e a prestação de serviços na área da educação, ação social, cultura, saúde e desporto”.

A Câmara de Castro Marim vai agora ter de efetuar uma “reorganização interna dos serviços” para manter os níveis de eficiência e prestação de serviço público das estruturas que estavam afetas à empresa municipal”, esclareceu o município.

São os casos da Casa do Sal, onde são efetuadas exposições, ‘ateliers’ ou conferências, entre outras atividades, o Castelo de Castro Marim, ex-líbris do património e da história da vila, ou do mercado local que é organizado na sede de concelho no segundo sábado de cada mês, exemplificou a mesma fonte.

A assinatura dos contratos com os últimos 20 trabalhadores que fizeram a passagem da empresa municipal para a autarquia decorreu na segunda-feira, numa cerimónia que serviu também, segundo o executivo, como “forma de agradecimento e reconhecimento a todos os funcionários que asseguraram o sucesso da internalização”.

O executivo camarário, que desde as eleições intercalares de junho de 2019 recuperou a maioria absoluta do PSD (três vereadores contra dois do PS), considerou que a “conjuntura política” em que foi feita a internalização foi dificultada pelo período em que a Câmara esteve com a gestão “assegurada por uma comissão administrativa”, entre 21 de fevereiro e 9 de junho de 2019.

Este foi o período de tempo que mediou entre a demissão da lista do PSD – eleita para a Câmara de Castro Marim nas eleições autárquicas de 2017 – e a posterior convocação de eleições intercalares.

A realização desse escrutínio, que fez o movimento independente Castro Marim Primeiro perder o único vereador que tinha, permitiu aos social-democratas recuperar a maioria absoluta que tinham perdido dois anos antes.

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