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A Câmara de Faro revelou hoje que o vice-presidente da autarquia respondeu a todas as questões formuladas pelas autoridades judiciárias nas buscas realizadas ao município e à empresa municipal AmbiFaro, e assegurou ter colaborado com a investigação.

A posição da Câmara de Faro foi expressa num esclarecimento público divulgado após a Procuradoria Geral da República (PGR) e a Polícia Judiciária (PJ) terem anunciado que realizaram buscas na autarquia, na empresa municipal AmbiFaro, no mercado municipal e num escritório de advogados, num processo que investiga alegados crimes de corrupção e económicos e que levou à constituição de quatro arguidos.

“No decorrer das diligências foram solicitados diversos documentos relativos à atividade da autarquia e da empresa municipal, bem como comunicações eletrónicas – elementos que foram prontamente cedidos pelos serviços. Foram ainda integralmente respondidas todas as questões formuladas pelos inspetores ao sr. vice-presidente da autarquia [Paulo Santos] e à sra. presidente da Ambifaro [Sandra Ramos]”, referiu a autarquia algarvia no esclarecimento escrito enviado à imprensa.

O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, manifestou “total disponibilidade da autarquia para colaborar sempre com as autoridades” e manifestou a “sua confiança em todos os elementos que compõem o executivo municipal, gabinete de apoio, empresas municipais e serviços camarários”, segundo o esclarecimento.

Na origem das buscas esteve “um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro” ao abrigo do qual se está a investigar eventuais crimes “de corrupção, de participação económica em negócio, de peculato e de prevaricação”, contextualizou a Procuradoria-Geral da República (PGR), numa resposta escrita enviada à Lusa.

Uma nota da Polícia Judiciária indicou que foram constituídos quatro arguidos, sem especificar quem são e que funções desempenham.

A PGR precisou que em causa estiveram buscas domiciliárias e não domiciliárias.

“As buscas desenvolvem-se em vários locais, designadamente na AMBIFARO, Gestão de Equipamentos Municipais, E.M., na Câmara Municipal de Faro, no mercado municipal de Faro e em escritório de advogado”, sinalizou.

A mesma fonte salientou que o inquérito está “em segredo de justiça” e que as diligências realizadas contam com a colaboração da Polícia Judiciária.

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