Pub

© Nuno Veiga/Lusa
© Nuno Veiga/Lusa

A Câmara de Faro congratulou-se hoje com o anúncio da renegociação do contrato da subconcessão Algarve Litoral pela Estradas de Portugal, que prevê o reinício das obras da Variante Norte à cidade, suspensas em 2011.

A variante é uma parte da requalificação da Estrada Nacional 125 (EN125) prevista na subconcessão Algarve Litoral, cuja nova versão do contrato exclui da empreitada o troço entre Olhão e Vila Real de Santo António, mantendo os trabalhos entre Vila do Bispo e Olhão.

“A Câmara Municipal de Faro vem hoje congratular-se com o anúncio de que a Estradas de Portugal alcançou um acordo com a concessionária do Algarve Litoral, que vai permitir o recomeço das obras de requalificação da Variante Norte a Faro, que haviam ficado interrompidas no ano de 2011, por via de um litígio que separava os parceiros privados do consórcio responsável”, reagiu a autarquia num comunicado.

O município considerou que, “com este acordo, que assegura a conclusão da intervenção durante o ano de 2015, fica salvaguardado o cumprimento de um desígnio pelo qual as populações não podiam esperar mais” e que contribui para melhorar a acessibilidade ao Aeroporto, à Universidade do Algarve, ao Centro Hospitalar do Algarve.

“Com este desfecho, fica ainda muito mais facilitada a circulação entre o barlavento e o sotavento, facto a que não serão insensíveis os milhões de turistas que visitam a região e todos os algarvios que diariamente têm que fazer esta travessia. O acordo agora celebrado é, pois, uma feliz notícia para todos, assegurando não apenas a conclusão da Variante Norte a Faro, como também a requalificação da EN125”, pode ainda ler-se no comunicado.

O PSD de Faro também enalteceu o acordo, que “permitirá o retomar das obras de requalificação da EN125 durante o próximo mês de julho” e retirar da cidade “30.000 viaturas por dia”

“A obra da Variante Norte, bem como a requalificação da EN125, estava parada desde 2011, não por intenção do Governo, mas sim por incapacidade do concessionário se financiar para proceder à conclusão da obra, ao contrário do que muitos tentaram passar na opinião pública”, considerou o PSD de Faro em comunicado.

O partido frisou ainda a poupança global de 507 milhões de euros na subconcessão do Algarve para o Estado, que considera “provar que os contratos celebrados pelo anterior governo não serviam os interesses de Faro e da sua população, muito menos dos portugueses”.

As posições manifestadas pela câmara e pelo PSD de Faro são, no entanto, contrárias às reações do presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, Jorge Botelho, para quem a exclusão do troço entre Olhão e Vila Real de Santo António do novo contrato é “discriminatória” para os habitantes do sotavento.

Também o presidente da Câmara de Castro Marim, Francisco Amaral (PSD), considerou que a exclusão do seu município da requalificação da 125 é “lamentável”.

Pub