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Câmara de Faro destituiu administração da Ambifaro e nomeou nova equipa

O presidente da Câmara de Faro, Rogério Bacalhau, destituiu o conselho de administração da empresa municipal Ambifaro e nomeou Sophie Matias como nova presidente e Adriano Guerra e Carlos Baía como vogais, anunciou hoje o município.

A destituição do conselho de administração da Ambifaro surgiu depois de, em 09 de julho, a Polícia Judiciária ter feito buscas na autarquia, na empresa e no Mercado Municipal, no âmbito de um processo que investiga alegados crimes de corrupção e económicos e que levou à constituição de quatro arguidos.

“Esta decisão prende-se com a necessidade imperiosa de defender o interesse público, através da conservação de um clima de total estabilidade e serenidade na relação da Ambifaro e do Mercado Municipal com os colaboradores da empresa, com os operadores e, ainda, com todos os parceiros”, justificou a autarquia no comunicado em que anunciou a destituição do conselho de administração da Ambifaro presidido por Sandra Ramos.

A autarquia adiantou que estes fatores são “essenciais para a assunção dos importantes desafios que se avizinham e para a manutenção do caminho de recuperação da credibilidade e da operacionalidade”, tanto do mercado como da empresa municipal.

“A nossa atuação sempre se pautou pela defesa intransigente dos princípios da legalidade, do rigor e da transparência, pelo que reafirmamos a nossa total disponibilidade para continuarmos a colaborar com as autoridades em todas as diligências que estas entendam necessárias e, designadamente, na investigação que está em curso”, sublinhou o município.

Segundo o comunicado, Rogério Bacalhau “mantém a sua confiança pessoal em todos os membros e colaboradores do universo municipal” e, “até prova em contrário, sempre acreditará sem reservas” nessas pessoas.

Após a realização das buscas pela Polícia Judiciária (PJ) no município, na Ambifaro e no mercado municipal, a Câmara de Faro emitiu um esclarecimento público a assegurar que colaborou com as autoridades durante as diligências e o vice-presidente da autarquia, Paulo Santos, respondeu a todas as questões formuladas pelas autoridades judiciárias.

“No decorrer das diligências foram solicitados diversos documentos relativos à atividade da autarquia e da empresa municipal, bem como comunicações eletrónicas – elementos que foram prontamente cedidos pelos serviços. Foram ainda integralmente respondidas todas as questões formuladas pelos inspetores ao sr. vice-presidente da autarquia [Paulo Santos] e à sra. presidente da Ambifaro [Sandra Ramos]”, referiu a autarquia algarvia no esclarecimento.

Previamente, a Procuradoria Geral da República (PGR) e a PJ anunciaram que realizaram buscas na autarquia, na empresa municipal AmbiFaro, no mercado municipal e num escritório de advogados, num processo que investiga alegados crimes de corrupção e económicos e que levou à constituição de quatro arguidos.

Na origem das buscas esteve “um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro”, ao abrigo do qual se está a investigar eventuais crimes “de corrupção, de participação económica em negócio, de peculato e de prevaricação”, contextualizou a PGR à Lusa.

Uma nota da PJ indicou na ocasião que foram constituídos quatro arguidos, sem especificar quem são e que funções desempenham.

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