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Câmara de Portimão averigua alegados maus-tratos e xenofobia em escola básica

A Câmara de Portimão vai abrir um processo para averiguar várias denúncias de pais de alunos de uma escola básica da cidade, que alegam práticas de maus-tratos e xenofobia, disse ontem à Lusa a vereadora da Educação.

Segundo a exposição do caso feita este fim de semana pela associação SOS Racismo, em causa estão denúncias de vários encarregados de educação de alunos de uma turma do 4.º ano daquela escola, relativas a alegadas agressões verbais e físicas por parte de funcionários e discriminação de crianças de outras etnias.

Em declarações à Lusa, Teresa Mendes referiu que, por enquanto, o caso visa apenas uma funcionária da escola Major David Neto, mas a intenção é averiguar se há mais funcionários “com comportamentos discriminatórios”, que podem incorrer em processos disciplinares ou até mesmo serem suspensos preventivamente.

“Se houver fortes indícios de que a funcionária teve comportamentos graves, será suspensa preventivamente, se necessário, antes de se concluir o processo”, esclareceu, acrescentando que, caso se provem os alegados maus-tratos, a autarquia não vai permitir que a funcionária continue “a ter contacto com as crianças”.

A vereadora da Educação, que esteve ontem reunida com cinco encarregados de educação de alunos do estabelecimento, referiu ter recebido, na quinta-feira passada, uma denúncia de uma mãe por correio eletrónico.

Segundo a associação SOS Racismo, em causa estão insultos, agressões, xenofobia, discriminação e maus-tratos a alunos.

De acordo com as denúncias dos pais, a escola “tem uma turma onde colocou todas as crianças de etnia cigana, crianças com deficiências e crianças de raça negra, e crianças de ‘raça branca’ que são transferidas de outras escolas”.

A situação adquiriu mais relevância quando os pais tomaram conhecimento de que as crianças de etnia cigana comiam de pé, alguns “estrategicamente colocados ao pé do caixote do lixo”.

Os pais denunciaram ainda situações de insuficiência de comida e consequentes “escaramuças” entre os alunos, exemplificando com “a divisão ao meio de um filete” para partilhar.

Os encarregados de educação apresentaram queixa da escola à Direção Regional de Educação do Algarve, que pediu esclarecimentos ao Agrupamento de Escolas Manuel Teixeira Gomes, à qual pertence a Escola Major David Neto.

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