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“Apesar da crise, que justifica muita coisa mas não pode justificar tudo, continuam a haver empreendedores, empresários, que têm ideias de valorizar os produtos tradicionais e criar valor. Mas precisam de ser ajudados. É isso que o Governo, a região e as câmaras devem fazer, e nós estamos a fazer isso em Tavira”, afirmou.

Após participar na Conferencia Ativar Tavira, organizada na última sexta-feira (23 de novembro) pela empresa municipal, o autarca Jorge Botelho afirmou à Lusa que os trabalhos serviram para “debater perspetivas e fazer um ponto de situação do que se quer para o Algarve”.

Jorge Botelho referiu que participaram no encontro “empresários, financiadores, bancos e alguns políticos”, que se debruçaram sobre as “temáticas do emprego, do turismo e novas tendências de criação de valor nos concelhos”, procurando formas de conseguir investimento para que o Algarve não seja só sol, praia e golfe.

“Estamos numa situação muito complicada, com perda de potencial turístico, perda de dormidas, constrangimentos ao nível do IVA, de portagens na Via do Infante e outros. E falta uma estratégia para nos posicionarmos num mercado global”, considerou o autarca.

O presidente da autarquia algarvia disse que, até aqui, a região tem estado “a trabalhar muito pouco em conjunto para o Algarve poder singrar”, porque todos estão “virados para as suas capelinhas e a trabalhar individualmente”, o que tem resultado “na perda de valor e na marginalização da região” no seu todo
.
“Isso cria um conjunto de problemas que só podem ser solucionados com a diversificação, criação de valor, aposta nos produtos tradicionais e lançamento de uma estratégia regional para que todos os concelhos possam beneficiar disso”, defendeu.

O autarca disse que a Conferencia Ativar Tavira serviu para “Tavira dar o seu contributo para esta discussão”, porque quer “posicionar-se como terra dinâmica, amiga dos empresários e amiga do investimento”.

Jorge Botelho disse que os responsáveis da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional deram uma “panóplia da diversificação dos produtos, porque a estratégia regional passa muito por fazer uma coisa que já devia ter sido pensada há 20 anos” e que é fazer com que “o Algarve não viva só do sol, da praia e do golfe”.

“Deve apostar também nos seus produtos tradicionais e, acima de tudo, num conjunto de iniciativas empresariais que criem emprego, para que haja um clima de negócios permanente que faça com que o Algarve dê todo o ano. Estamos a ver as consequência deste modelo que se tem vindo a seguir, com o qual o Algarve praticamente fecha durante o inverno”, criticou.

Lusa
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