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Câmara de VRS António defende ocupação de salas remodeladas na escola secundária

Instalações provisórias da Escola Secundária de VRSAntónio
Instalações provisórias da Escola Secundária de Vila Real de António

A Câmara de Vila Real de Santo António defendeu na terça-feira a ocupação de 21 salas da escola secundária local, que foram concluídas na segunda fase das obras de remodelação da Parque Escolar, mas cuja entrega tem sido sucessivamente adiada.

Em causa estão as obras de modernização da Escola Secundária de Vila Real de Santo António, que a empresa pública Parque Escolar iniciou há cerca de quatro anos e cuja segunda e última fase “já está praticamente concluída”, mas ainda não foi entregue à escola, obrigando professores e alunos a utilizar contentores que “colocam em causa a [sua] segurança”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara, Luís Gomes (PSD).

A Câmara de Vila Real de Santo António divulgou um comunicado a defender a ocupação das 21 salas que foram remodeladas e do pavilhão desportivo concluído no âmbito da segunda fase da obra, cujos adiamentos da entrega obrigam os alunos a ter aulas em contentores que, segundo os pais e a direção da escola, “já estão degradados”.

“A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António quer colocar um ponto final às duas dezenas de contentores atualmente utilizados como salas de aula e defende a ocupação imediata das 21 novas salas, já com condições de receber os alunos, e do pavilhão desportivo, também concluído há vários meses, o que permitirá aos estudantes voltar a ter aulas de educação física”, sustentou a autarquia.

O autarca considerou ser “inaceitável que o representante da Parque Escolar não atenda o telefone ao presidente da Câmara e, quando foi contactado para estar presente numa reunião com o empreiteiro e a escola, não tenha dado a cara e tenha enviado um responsável da obra”.

O autarca lamentou que esteja a ser “prestado um mau serviço” por pessoas “nomeadas, que não respondem a quem foi eleito” e “devem ser responsabilizadas”.

Luís Gomes deu como exemplo desse “mau serviço” a informação prestada ao “gabinete do senhor ministro [da Educação, Nuno Crato], que há dias deu uma resposta sobre o assunto aos deputados do PCP com imprecisões que não refletem as situações de facto”.

Sublinhando que “não tem competências nessa escola”, Luís Gomes disse que esta é uma forma de a autarquia tentar pressionar o Governo a resolver um problema que o Estado tem “gerido de forma inaceitável”.

“É inaceitável a gestão que o Estado e o Governo estão a fazer. Esta é uma atitude insensível, que atenta conta a segurança das crianças e contra a própria sociedade. É uma situação grave, é muito preocupante”, acrescentou.

Pais e alunos protestaram em outubro contra os sucessivos adiamentos da entrega da obra à escola, tendo na altura a Parque Escolar apontado dificuldades financeiras do empreiteiro para justificar o atraso, mas essa posição foi refutada pelo agrupamento de empresas que o formam e que culpou a Parque Escolar pelo problema devido à falta de pagamento.

A Lusa tem ao longo do processo tentado obter esclarecimentos da Parque Escolar sobre o assunto, mas sem sucesso.

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