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Foto © Epa/Paulo Cunha

A Cáritas Diocesana do Algarve está a receber hoje roupa de cama, atoalhados e vestuário de crianças no âmbito do apelo da Cáritas Portuguesa para responder à “situação de emergência” provocada pelos incêndios que afetam várias zonas do país.

Os “lençóis e cobertores de verão, atoalhados e roupa de criança”, que podem ser hoje entregues nas Cáritas Diocesanas de todo o país, no Algarve devem ser entregues preferencialmente até às 18h na sede da Cáritas algarvia, na rua Brites de Almeida, 17, em Faro.

A organização informa ainda que os bens podem também ser diretamente entregues nas paróquias algarvias, caso as pessoas não tenham possibilidade de os entregar na sede em Faro. Nesse caso, a Cáritas Diocesana solicita que comuniquem aos seus serviços a fim de que seja agendada a respetiva recolha dos donativos que seguirão amanhã de manhã para a região de Pedrogão.

Em comunicado enviado à Agência Ecclesia, a Cáritas Portuguesa recorda que muitas famílias foram obrigadas a abandonar as suas casas. “Estas pessoas estão a ser acolhidas em locais provisórios”, refere a nota de imprensa.

“Porque é uma resposta de emergência, não há condições de se fazer qualquer tipo de triagem pelo que se apela a que todos os bens estejam em condições de utilização imediata”, assinala a organização.

A Cáritas Portuguesa abriu também já uma conta solidária – ‘Cáritas com Portugal abraça vítimas dos incêndios’ –, com o número 0001 200000 730 e o IBAN PT50 0035 0001 00200000 730 54, na Caixa Geral de Depósitos, para a recolha de donativos para o apoio às vítimas dos incêndios.

A Cáritas Portuguesa e a Cáritas Diocesana de Coimbra acompanham no terreno as populações de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, tendo disponibilizado já uma verba de apoio (200 mil euros) para ajuda de emergência.

O presidente da Cáritas Portuguesa disse também à Agência Ecclesia que os donativos feitos para a conta solidária servirão também para a devolução de habitações, uma vez que a instituição está comprometida com a “urgência de devolver a casa às pessoas” depois da campanha de recolha de roupa, durante esta segunda-feira.

“Queremos transparência e rigor, mas nada de burocracia e vamos insistir para que nada obstaculize a urgência de devolver a casa às pessoas”, afirmou Eugénio Fonseca, referindo que há já a identificação de mais de 20 casas destruídas e várias fábricas ligadas à indústria da madeira.

O presidente da Cáritas Portuguesa visitou este domingo as zonas atingidas pelos incêndios, em Pedrógão Grande, com o presidente da Cáritas Diocesana de Coimbra, onde se encontrou membros do governo e com responsáveis autárquicos.

Eugénio Fonseca adiantou que a reconstrução das casas ardidas vai envolver as câmaras municipais, nomeadamente na elaboração de projetos e licenciamentos, as seguradoras dos imóveis, caso existam, e a reconstrução é assegurada pela Cáritas Portuguesa com os donativos recolhidos.

com Ecclesia

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