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A Cáritas Paroquial da Matriz de Portimão vai abrir no início do próximo ano uma “barbearia social” que funcionará um dia por semana.

A futura valência resultou da candidatura vencedora à primeira edição do Prémio Municipal de Voluntariado, instituído pela Câmara de Portimão e entregue no passado dia 5 deste mês em cerimónia integrada nas comemorações do Dia Internacional do Voluntariado, que teve lugar no auditório do Museu de Portimão.

A atribuição monetária no valor de 5.000 euros vai permitir a aquisição de equipamento e a divulgação do serviço que funcionará na sede da própria Cáritas, junto ao Centro Paroquial da matriz, na rua Diogo Gonçalves, explicou ao Folha do Domingo a presidente da instituição (à esqª na foto).

Manuela Santos acrescentou que o projeto visa apoiar, à partida, cerca de 60 pessoas, confirmando que já se tratava de uma necessidade identificada pela Cáritas. “Há sempre inspiração do Espírito Santo e veio aqui um rapaz que acabou o curso oferecer-se para praticar em algumas pessoas”, contou, referindo-se ao que levou a instituição a decidir concorrer ao apoio autárquico.

O serviço será assim assegurado num dia da semana por aquele voluntário, mas a Cáritas admite alargar futuramente a resposta social. “Temos intenção de estabelecer um protocolo com as escolas de cabeleireiro aqui de Portimão e, em vez de ser só um dia, até poderá funcionar todos os dias”, explicou Manuel Santos.

A Câmara de Portimão destaca que o projeto “pretende criar as condições para a abertura de uma barbearia acessível a todos aqueles que dela queiram usufruir, com vista a fomentar a integração social através da mudança de imagem, facilitando a sua integração no mercado de trabalho”.

A futura valência vai juntar-se às de banco de alimentos, cantina, banco de roupas e apoio financeiro, sobretudo para alojamento e medicação. Manuela Santos recorda que em 2015/2016 a instituição da Igreja Católica, iniciada em 2012 e constituída como IPSS em 2014, apoiava quase 270 famílias e que neste momento são cerca de 200, valor que “no verão ainda desce mais um bocadinho” por causa do trabalho de caráter sazonal muito expressivo no Algarve.

Essas famílias são apoiadas com um cabaz mensal de alimentos não perecíveis e três semanais de frescos entregues às segundas, quartas e sextas-feiras. O banco de roupas disponibiliza-lhes ainda vestuário e calçado uma vez por semana. “Muitas pessoas vêm encaminhadas da Segurança Social, do hospital e de outras instituições aqui de Portimão”, refere a presidente da Cáritas, sublinhando que os utentes da cantina social, inaugurada há quase cinco anos, são essencialmente idosos. “Estamos a apoiar 30 pessoas que levam o jantar e o almoço do dia seguinte”, sustenta, acrescentando que o “problema maior” com que a instituição se depara são pessoas com dificuldade de pagar rendas mensais de “500/600 euros”.

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