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“Fui nomeado governador civil em Diário da República e as minhas funções cessam quando for exonerado da mesma forma”, declarou Silva Gomes, que foi nomeado governador civil de Faro em Conselho de Ministros por proposta do Ministério da Administração Interna, tendo tomado posse do cargo em abril transato.

Carlos Silva Gomes substituiu Isilda Gomes, que pediu para abandonar o cargo com o objetivo de integrar as listas de candidatos a deputados para as eleições legislativas de 05 de junho. A lei vigente indica que o cargo de governador civil é incompatível com qualquer candidatura a um lugar na Assembleia da República.

Na sequência do anúncio de terça-feira da não nomeação de novos governadores civis pelo novo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, o governador civil de Lisboa, António Galamba, pediu na terça-feira a demissão e considerou que o fim desta instituição irá afetar os bombeiros, forças de segurança e, consequentemente, os cidadãos.

Confirmaram que pediram a demissão ao novo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, os governadores civis de Braga (Fernando Moniz), Santarém (Sónia Sanfona), Leiria (Paiva de Carvalho), Setúbal (Manuel Macaísta Malheiros), Castelo Branco (Alzira Serrasqueiro), Guarda (Santinho Pacheco), Évora (Fernanda Ramos), Bragança (Jorge Gomes), Vila Real (Alexandre Chaves) e Porto (Fernando Moreira).

Também o governador civil de Beja, major-general Manuel Monge, revelou ter pedido a escusa do cargo “o mais rapidamente possível”, assim como o de Portalegre, Jaime Estorninho.

“Mas eu já tinha decidido que mesmo que o meu partido ganhasse as eleições e me convidassem de novo para ser governador civil, eu não iria aceitar devido à forma indecorosa como foram tratados os governos civis em tudo o que se falou e se disse durante a campanha eleitoral”, afirmou Jaime Estorninho.

Lusa
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