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© Mira/CML
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Com o sol a espreitar e a chuva afastada, o Carnaval de Loulé deste ano  é composto por 16 carros alegóricos e subordinado ao tema “Único e Irrevogável”.

O “regresso de Sócrates”, o “submarino de Paulo Portas”, Eusébios e Ronaldos, os “estaleiros da Martifer” ou a “23ª avaliação da troika” são alguns dos carros alegóricos que têm desfilaram na principal avenida da cidade de Loulé.

Uma das folionas, Iva Guadalupe, disse à Lusa que é louletana e não perde um único Carnaval de Loulé.

“Venho todos os anos com muito orgulho. É um espetáculo, os miúdos adoram”, observou, debaixo da sua máscara de caveira mexicana.

O lisboeta Nelson Henriques, de férias no Algarve, disse à Lusa que o Carnaval de Loulé está a ser “uma agradável surpresa”, porque costuma ir ao Carnaval de Torres Vedras e da Madeira e foi este ano, pela primeira vez, a Loulé.

“Estou a divertir-me bastante”, confessou.

No Carnaval de Loulé, que assinala 108 anos de história, são esperadas, se cerca de 100 mil pessoas entre turistas nacionais e estrangeiros, ao longo dos três dias de folia que hoje chegam ao fim, estimou Carlos Carmo, adjunto do presidente da Câmara local.

“Este ano o tema é ‘Único e Irrevogável’. Único, porque o Carnaval de Loulé é único no país, é o mais antigo. E irrevogável, porque não muda e tem a ver com a sátira a uma célebre frase do vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, quando disse que se demitia, mas voltou atrás”, explicou Carlos Carmo.

O Carnaval de Loulé conta este ano com um efetivo de cerca de 60 militares da GNR no terreno, que estão a garantir o escoamento de trânsito e a ordem pública.

“A única ocorrência que temos até ao momento foi um telemóvel que uma criança perdeu no interior do recinto, mas que foi localizado e restituído”, informou Abel Adriano, capitão da GNR.

“Ovos e tintas” foram retirados aos visitantes e mascarados que quiseram entrar com esses objetos no recinto do corso carnavalesco, para “evitar exageros por parte dos jovens”, adiantou o oficial da GNR.

Em 2014, o Carnaval de Loulé implicou um investimento de 150 mil euros, com uma redução de orçamento na ordem dos 10% a 15% relativamente a 2013.

Os ingressos custam dois euros e metade das receitas de bilheteira serão distribuídas entre as associações e coletividades participantes. Os restantes 50% vão permitir criar um Fundo de Emergência Social no concelho.

com Lusa

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