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“Nós conseguimos trazer sempre bons corredores cá. Se não vier o Bradley Wiggins, estará cá o Froome – que provavelmente será um dos candidatos à vitória na Volta a França –, e se não vier o Alessandro Petachi, virá o Cavendish. Nós conseguimos sempre dar a volta à situação”, afirmou o presidente da Associação de Ciclismo do Algarve (ACA), Rogério Teixeira.

Na conferência de imprensa de apresentação da corrida, que vai ser disputada de 14 a 17 de fevereiro, o responsável pela estrutura algarvia assegurou a “qualidade do pelotão, mesmo sem Alberto Contador”, considerando a “Algarvia” como “a melhor preparação para as clássicas”.

“O Froome, o Rui Costa, o Rigoberto Urán, o Tony Martin, o Thomas de Gent, o Cavendish e o Denis Menchov dão uma ideia da qualidade do pelotão”, referiu Rogério Teixeira, destacando ainda a presença das seis equipas portuguesas continentais entre as 20 atualmente inscritas na corrida.

Em 2013, a Volta ao Algarve vai ser disputada em quatro dias, menos um do que tem sido hábito, e estreia a empresa TTW/MAIPEX na organização de provas velocipédicas, assim como do antigo corredor Cândido Barbosa como diretor desportivo.

“Foi uma opção nossa, tendo consciência de que esta prova nos dará prejuízo, tentámos minimizá-lo neste primeiro ano e entre não se fazer a corrida e fazer com quatro dias acho que é viável. Diminuir um dia a um evento destes não é significativo, mas queremos, nos próximos anos, repor o quinto dia, que a torna mais equilibrada”, afirmou Cândido Barbosa, assumindo a “ansiedade” para o regresso à estrada, agora noutras funções.

Uma opinião partilhada por Sérgio Vieira, diretor executivo da prova, que apesar de ambicionar potenciar a corrida nas próximas quatro edições, nas quais a TTW/MAIPEX voltará a assumir a organização, reconheceu que “o estado socioeconómico do país não permite grandes loucuras”.

“Esta será uma prova digna e que eu espero que se mantenha no caminho crescente dos últimos anos, fruto do trabalho da ACA, nas próximas cinco edições”, frisou.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo acrescentou ainda que a corrida vai contar com o “apoio do Governo, através de um contrato a efetuar com o Instituto Português do Desporto e da Juventude, que ajudou a relançar a prova”.

“Muitos países gostavam de ter este elenco, estão dispostos a pagar bem paga a presença destes corredores, mas nós temos o privilégio de eles gostarem de Portugal, da organização e do sol algarvio. Por isso, penso que a nossa responsabilidade é organizar esta corrida importante do nosso calendário, que prestigia Portugal e o ciclismo português”, concluiu Delmino Pereira.

Programa:

14 fev: 1.ª etapa, Faro – Albufeira, 198,8 km.

15 fev: 2.ª etapa, Lagoa – Lagoa, 195 km.

16 fev: 3.ª etapa, Portimão – Alto do Malhão (Loulé), 193 km.

17 fev: 4.ª etapa, Castro Marim – Tavira, 34,2 km (CRI).

Total: 621 km.

Equipas inscritas:

– Pro World Tour: Blanco Pro Cycling (Hol), Euskatel-Euskadi (Esp), Movistar (Esp), Omega Pharma-Quickstep (Bel), RadioShack-Leopard (EUA), Saxo-Tinkoff (Din), Sky (GBr) e Vacansoleil-DCM (Hol).

– Profissional Continental: Caja Rural (Esp), Katusha (Rus), Topsport Vlaanderen-Baloise (Bel), United-Healthcare (EUA) e Colombia (Col).

– Continental: An Post-Chainreaction (Bel), Efapel-Glassdrive (Por), LA-Antarte (Por), Rádio Popular-Onda (Por), Carmin-Tavira (Por), Louletano-Dunas Douradas (Por) e OFM-Quinta da Lixa (Por).

Lusa

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