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Centro de Reabilitação vai ser polo do novo Centro Hospitalar Universitário do Algarve

O Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul vai ser integrado no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), o que permitirá repor a totalidade dos serviços, disse hoje o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS).

Em declarações à Lusa, Paulo Morgado referiu que o objetivo é que, com o novo modelo de gestão, o centro – localizado em São Brás de Alportel e uma das poucas unidades do país especializadas em medicina de reabilitação -, possa reabrir a totalidade das 54 camas de internamento.

Segundo aquele responsável, o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul (CMRSul) vai ser um dos quatro polos do novo Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), a par dos hospitais de Faro, Portimão/Lagos e um polo de investigação ligado à Universidade do Algarve.

O CHUA, que vai substituir o atual Centro Hospitalar do Algarve (CHA), será uma Entidade Pública Empresarial (EPE), permitindo reforçar a “gestão intermédia” das unidades com “a autonomia suficiente e necessária para que a decisão esteja próxima da necessidade”, sublinhou.

“A facilidade [que uma EPE] tem de contratar pessoal é diferente daquela que tem uma ARS, que está no setor público administrativo”, disse Paulo Morgado, sublinhando que, sob a alçada da ARS os procedimentos de contratação são “mais complexos e demorados”.

A qualidade do serviço do CMRSul, semelhante ao de Alcoitão (Cascais), tem sido afetada pela falta de recursos humanos, o que obrigou ao encerramento de metade das camas de internamento, situação que autarcas e outros responsáveis têm atribuído ao facto de a unidade ter ficado, desde 2013, sob a gestão da ARS/Algarve.

Aquela unidade de saúde foi gerida pelo grupo Galilei até novembro de 2013, data a partir da qual a ARS assumiu a sua gestão, na sequência de o vínculo com o grupo privado não ter sido renovado por falta de visto do Tribunal de Contas.

O modelo de gestão do CMRSul motivou intervenções da Câmara de São Brás de Alportel, assim como da Comunidade Intermunicipal do Algarve e de vários deputados da Assembleia da República eleitos pelo círculo de Faro.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de São Brás de Alportel aplaudiu a medida, considerando que a solução encontrada é “satisfatória” e que a instituição “vai ficar a ganhar” com a ligação à Universidade do Algarve.

“É o início da solução que há muito esperávamos, pelo menos há cerca de três anos, quando o Centro de Medicina Física e de Reabilitação do Sul (CMRSul) passou para a gestão da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve”, observou Vítor Guerreiro.

O autarca sublinhou ainda que a unidade de saúde tem um impacto importante na economia local do concelho de São Brás de Alportel e que deve ter as condições e os profissionais necessários para funcionar na sua total capacidade.

O Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul abriu há dez anos, servindo uma população de aproximadamente 650 mil habitantes, dos distritos de Beja e de Faro.

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