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Cerca de uma dezena de representantes da comissão que luta pelo fim das portagens na autoestrada do Algarve estiveram junto ao mercado e apelaram às largas centenas de pessoas que passaram pelo local para darem o seu contributo para a petição, alegando que a cobrança introduzida pelo Governo a 08 de dezembro está "a prejudicar gravemente a região".

"Isto é uma ação simbólica aproveitando a época festiva dos reis. Estamos aqui para demonstrar que vamos continuar a luta. Lançámos já uma petição e o objetivo é chegar às 100 mil assinaturas. Em menos de uma semana temos já cinco mil assinaturas, na petição ‘on-line’ e em papel, e a partir daqui vamos continuar a lutar", assegurou João Vasconcelos, da Comissão de Utentes.

O responsável da Comissão de Utentes afirmou que, no próximo sábado, a estrutura vai realizar uma assembleia de utentes e vai "propor novas ações de luta e ouvir os algarvios" para a "luta não esmorecer".

João Vasconcelos disse que o destino final das 100 mil assinaturas que a Comissão pretende obter com a petição é a Assembleia da República, para "demonstrar ao poder, ao governo e aos deputados que votaram a favor das portagens que é tempo de pensarem e voltarem atrás na posição" que levou à cobrança.

"Portagens significam mais desemprego, mais falências de empresas e mais mortes na Estrada Nacional 125. E infelizmente foi isso que aconteceu na última semana, já temos algumas mortes na 125 e está de novo a transformar-se na estrada da morte", advertiu.

Com coroas de Reis Magos em papel, os representantes da Comissão de Utentes entregaram aos visitantes do mercado de Olhão caixas de presentes, nas quais se podiam ler frases como "Portagens é igual a mais falências", "Mais mortes na 125" e a "Luta vai continuar" entre outros.

"As pessoas ao receberem as ofertas veem que são muito amargas, negativas, e temos que ultrapassar esta situação. De que forma? Aliviando e suspendendo as portagens na Via do Infante. E é isso que trará mais desenvolvimento ao Algarve, ajudará a combater o desemprego e a evitar mais falências de empresas. Queremos que devolvam a Via do Infante aos algarvios", concluiu Vasconcelos.

Folha do Domingo/Lusa
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