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Comissão de Utentes da Via do Infante assinalou quatro anos de luta

Protesto_portagens_via_infanteDuas dezenas de membros da Comissão de Utentes da Via do Infante manifestaram-se na terça-feira, dia em que se completaram quatro anos da introdução de portagens, pela abolição desse pagamento, junto à ponte internacional do Guadiana.

“Temos de abolir as portagens porque a estrada nacional 125 está um caos, todos os dias há acidentes”, disse José Domingos, da Comissão de Utentes, à Lusa, acrescentando que “a Via do Infante foi construída para ser alternativa à 125 e está a acontecer o contrário”.

Para a Comissão de Utentes, com o novo ciclo político iniciado com a formação do atual Governo, a “batata quente da resolução tem de passar agora para a Assembleia da República”.

Na passada quinta-feira, o grupo parlamentar do PCP apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução propondo a “imediata abolição da cobrança de portagens em toda a extensão da Via do Infante”, enquanto o BE apresentou, no dia seguinte, um projeto de lei idêntico.

Também presente na ação de protesto, o deputado do Bloco de Esquerda e membro da Comissão de Utentes, João Vasconcelos, lembrou que “o atual primeiro-ministro [António Costa], durante a campanha eleitoral para a Assembleia da República admitiu levantar as portagens na Via do Infante”.

Os cerca de 20 membros da Comissão de Utentes empunhavam cartazes nos quais se podia ler, entre outras coisas: “EN [Estrada Nacional] 125 não é alternativa”, EN125 Loucura e Morte”, “A cada hora um acidente na 125, você pode ser o próximo”.

O presidente da Câmara de Loulé, o socialista Vitor Aleixo, também esteve presente para defender “o fim das portagens” e manifestou a esperança que, com o novo ciclo político, se volte a discutir a questão e que essa discussão possa levar à abolição ou, pelo menos, uma diminuição das portagens atuais.

Hoje completam-se quatro anos da introdução de portagens na Via do Infante, que atravessa o distrito de Faro e que passou, desde então, a ser designada por A22.

A comissão de utentes defende que se tem agravado a crise social e económica no Algarve, uma região que vive quase exclusivamente do turismo, “com falências, encerramentos de empresas e altos índices de desemprego.

Segundo a comissão de utentes, o Algarve “perdeu competitividade em relação à vizinha Andaluzia, elevando-se as perdas do mercado espanhol em mais de 25%, com perdas anuais de 30 milhões de euros, a mobilidade na região regrediu cerca de 20 anos, voltando a EN 125, uma ‘rua urbana’, a transformar-se numa via muito perigosa, com extensas e morosas vila de veículos e onde os acidentes de viação se sucedem, com muitas vítimas mortais e feridos graves”.

António Costa, atual primeiro-ministro e na altura secretário-geral do PS, prometeu em setembro, caso o partido ganhasse as eleições, fazer uma reavaliação das obrigações do Estado a nível de portagens no interior, zonas fronteiriças e de afluxo turístico, com vista a estudar “melhores condições de acessibilidade”.

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