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Em declarações à agência Lusa, João Vasconcelos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, explicou que os protestos agendados para os dias 19 de março e 08 de abril estão a ser organizados em parceria com o movimento, mas espera poder contar com o apoio de outras entidades da região e da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), com as quais tem tido contactos.

"Esta é uma iniciativa conjunta da Comissão de Utentes e do movimento Não Às Portagens na A22, mas apresentámos a proposta à AMAL, que vai reunir-se no dia 14 para tomar uma posição, que esperamos seja positiva. Além disso, temos contactado com condutores, camionistas, vamos reunir-nos com o Motoclube de Faro e esperamos uma adesão muito grande e que supere a de 2004", afirmou Vasconcelos.

João Vasconcelos explicou que "o protesto de dia 19 vai consistir numa marcha pela Via Infante, entre o nó da Guia e o nó de Boliqueime, atravessando a ligação entre a autoestrada A2 e a Via do Infante", em Paderne.

"Os pontos de partida são no Parque de Feiras de Portimão, às 15:00, no Parque das Cidades, em Faro, às 15:00, em Vale Paraíso, Albufeira, às 15:30, e na Altura, Castro Marim, junto à rotunda de acesso à A22, também às 15:00, com os participantes a seguirem depois para a Guia, onde se iniciará a marcha", precisou.

João Vasconcelos disse ainda que o protesto de 08 de abril "consistirá numa marcha pelos concelhos de Castro Marim e Vila Real de Santo António e abrangerá a Via do Infante, a Estrada Nacional 125 e a Ponte Internacional do Guadiana".

Contactado pela Lusa, o presidente da AMAL, Macário Correia, disse que "para já esta iniciativa é apenas uma proposta de uma entidade e que não foi previamente concertada" com a plataforma contra as portagens na A22, que reúne a Comissão de Utentes, a Comunidade Intermunicipal, cinco associações empresariais do Algarve e duas estruturas sindicais.

"Os municípios vão reunir-se dia 14 para analisar esta proposta e só aí a AMAL tomará uma posição oficial sobre a matéria", acrescentou o também presidente da Câmara de Faro.

O protesto de novembro de 2004 foi convocado pelo núcleo “Não às Portagens”, composto por autarcas, empresários algarvios e Região de Turismo, e contou com o apoio das centrais sindicais CGTP e UGT e partidos políticos.

O objetivo foi lutar contra a intenção do então governo do PSD de portajar a Via do Infante e o protesto reuniu milhares de automobilistas que congestionaram a Estrada Nacional 125, única alternativa à Via do Infante, em toda a sua extensão.

Folha do Domingo/Lusa

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