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Segundo um requerimento que o PCP entregou esta semana na Assembleia da República, os cortes orçamentais do poder central e autárquico junto da Companhia de Teatro do Algarve (ACTA) poderão “ultrapassar os 50 por cento”, não deixando margem financeira para lá das despesas fixas da companhia.

A “escassez” e a “incerteza” do investimento central e local tem “ameaçado” desarticular o capital humano e organizativo da estrutura ACTA, alerta o PCP, num comunicado enviado hoje à comunicação social.

“Tem o Governo conhecimento de que situação de asfixia financeira da ACTA para os anos de 2011 e 2012, pode pôr em causa a programação prevista e o próprio futuro enquanto entidade produtora de teatro”, questiona o PCP, através de um requirimento entregue esta semana no Parlamento e dirigido à Secretaria de Estado da Cultura.

O PCP critica a asfixia financeira que ameaça quebrar e privar “os algarvios da fruição teatral e da aprendizagem artística”.

A ACTA, companhia de teatro profissional do Algarve criada em 1995, tem um projeto de divulgação do teatro junto das escolas dos 16 concelhos algarvios, denominado “Vate – Vamos Apanhar o Teatro”, que chega por ano a cerca de seis mil crianças do 1.º Ciclo, sobretudo no interior serrano.

A iniciativa de Serviço Educativo, de que faz parte do plano da programação artística regular daquela companhia, recebeu em 2010 o Prémio Gulbenkian para a Educação.

Lusa
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