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Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O Conselho Presbiteral da Diocese do Algarve considera que o próximo programa pastoral deverá ter como “prioridades” a “renovação das estruturas diocesanas”, a “experimentação de um novo paradigma de evangelização” e a “aposta no dinamismo e evangelização dos jovens”, acrescentando ser “possível conjugar estes três aspetos como caminhos pastorais futuros”.

Também a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Lisboa em 2022 é apontado como um acontecimento que “não pode passar à margem” da programação pastoral.

As propostas foram avançadas na passada segunda-feira, 9 de dezembro, na reunião que decorreu no Seminário de São José, em Faro, sob a presidência do bispo da diocese, D. Manuel Quintas.

Em informação enviada ao Folha do Domingo, aquele órgão consultivo refere que relativamente ao próximo programa pastoral, “antes de mais, o importante é ter claro qual o objetivo ou meta que a Diocese pretende para os próximos anos”, porque “disto deriva tudo o mais: periodicidade, meios operativos, ações, etc”.

O Conselho Presbiteral acrescenta que a “experimentação de um novo paradigma de evangelização” deve ser feito “com equipas evangelizadoras compostas sobretudo por leigos, que partindo de um centro maior (comunidade paroquial), garantam a vida e dinamização de comunidades cristãs mais pequenas” e propõe a “aposta no dinamismo e evangelização dos jovens” “como um dos pontos fundamentais a preparar desde já”.

Na reunião foi ainda abordada a questão do diaconado permanente. “A este respeito, o Conselho referiu a necessidade de os párocos estarem atentos a homens que podem estar vocacionados para esta missão”, refere a informação daquele organismo, considerando ser necessária, a nível diocesano, “uma perspetiva mais ampla em estilo missionário”. “Havendo alguém vocacionado e não havendo absoluta necessidade na sua paróquia, isto não invalida a sua caminhada vocacional e futura missão ao serviço de outra comunidade cristã com necessidade pastoral”, concretiza o Conselho, acrescentando ter sugerido “que os párocos fizessem esta pastoral vocacional ministerial a fim de indicarem candidatos a ministério”.

Também a questão da formação do clero foi analisada como “parte fundamental do viver e do amadurecimento ministerial”, tendo o bispo diocesano sublinhado a “necessidade de nenhum membro sentir-se dispensado de cuidar da sua vida espiritual (retiros e recoleções), bem como da sua formação permanente”. “Foi ainda referido ser da maior importância que cada presbítero procure ter e encontrar-se habitualmente com o seu Diretor Espiritual”, acrescenta a informação.

Os conselheiros referiram ainda a importância do “empenho” de D. Manuel Quintas no acompanhamento dos “padres mais jovens” e, de modo particular, “aqueles que foram ordenados mais recentemente e que iniciaram a sua vida pastoral”.

Para além da situação do Seminário e das vocações na diocese, foi ainda analisada, entre outros assuntos (como a constituição de uma Comissão Diocesana de Proteção de Menores), a do Instituto de Sustentação do Clero e apresentado o resultado da Renúncia Quaresmal de 2019 no valor de “cerca de 21 mil euros”.

O Conselho Presbiteral, segundo o Código de Direito Canónico, é uma espécie de senado do bispo que representa o presbitério, com a missão de auxiliar no governo da diocese.

O organismo é constituído por membros “natos”, como o vigário-geral e outros vigários para diversas áreas pastorais; membros eleitos das vigararias (conjuntos de paróquias); e membros nomeados pelo bispo.

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