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Cartaz
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Os contos, o sotaque, expressões e as lengalengas algarvias vão estar em destaque durante a segunda edição do Festival da Oralidade do Algarve (FOrA), que começa hoje em Portimão e que inclui palestras, performances, ‘workshops’ e concertos.

Carla Vieira, presidente da Associação Teia d’Impulsos, que organiza o evento, disse à Lusa que o festival visa divulgar o património oral algarvio e alertar a população para a necessidade de preservá-lo e de transmiti-lo às novas gerações, para que se mantenha como uma tradição da região.

O objetivo “é exatamente fomentar esse diálogo entre as gerações, de forma a que haja a sensibilização para a riqueza desse património”, sublinhou a responsável, adiantando que o evento, de entrada gratuita, decorre até sábado em vários espaços da cidade de Portimão e Alvor.

O festival arranca hoje à noite com a exibição do filme “Floripes”, de Miguel Gonçalves Mendes, no Teatro Municipal de Portimão.

Na quarta-feira à tarde haverá uma sessão no Museu Municipal de Portimão, onde serão contadas histórias de antigos operários e homens do mar, e para a noite está prevista uma palestra sobre a relação entre o património oral e o espaço museológico.

Na quinta-feira, o festival ruma à vila de Alvor, onde haverá, no Castelo, às 18:30, uma oficina de mezinhas e à noite a recriação da descasca do milho, uma prática tradicional de Alvor.

A tarde de sexta-feira começa na Casa Manuel Teixeira Gomes, com um espaço dedicado aos mais jovens, onde irá haver brincadeiras com as palavras. Para as 18:30 está prevista uma tertúlia sobre crenças, superstições, orações e pragas, conduzida por Margarida Tengarrinha e Conceição Cruz.

As histórias em torno da apanha e destilação do medronho, oficinas para saber preparar biqueirão e fazer cestos em palma, sessões de anedotas e uma tertúlia sobre o sotaque e as expressões tradicionais algarvias completam o programa do festival.

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