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Jorge Andrade é diretor técnico do torneio, que reúne em Vila Real de Santo cerca de 1.800 jovens para um semana de competição, e acompanha os principais jogos da prova em oito campos, para agrado dos jovens participantes, que têm uma oportunidade de contactar de perto com o ex-jogador do FC Porto, do Deportivo da Corunha ou da Juventus.

“Neste torneio, sou o diretor técnico e tento acima de tudo dar um pouco de qualidade às decisões de quem é o melhor jogador, treinador, mas também gosto de estar presente em todos os campos para, não só ver os atletas, mas mostrar que quem jogou ao nível a que eu joguei também é de carne e osso e pode falar e trocar experiências”, explicou.

A Agência Lusa falou com Jorge Andrade enquanto acompanhava partidas num dos campos do complexo desportivo municipal de Vila Real de Santo António e o diretor técnico da prova considerou ser “gratificante” para as crianças “ver alguém que jogou nas seleções e em clubes de grande dimensão a falar com eles e fazer coisas normais, como comer”.

O antigo jogador da seleção disse que "deixar de jogar e estar neste torneio é fantástico, porque o futebol não acaba, não é só jogar nas quatro linhas", e afirmou estar "muito contente por participar e dar o contributo, nem que seja porque uma criança vai com um sorriso para casa porque cumprimentou o Jorge Andrade".

Jorge Andrade afirmou que “o Nacionalito Foot21 é o torneio a nível nacional que tem maior dimensão”, reunindo mais de uma centena de equipas de todo o país, como o Benfica, Sporting ou FC Porto, "porque consegue reunir crianças depois do ano letivo” e é como "um prémio" de final de ano.

Andrade lembrou que, apesar da crise e dos problemas económicos que se fazem sentir na Europa, “muitos pais fazem sacrifício para que os filhos estejam presentes” na prova, que serve para as crianças “mostrarem tudo o que aprenderam durante um ano”.

“Houve meninos que começaram a competir este ano, mas é um campeonato que tem também a vertente de jogar, porque as equipas, mesmo que não vão à fase final ou às finais, continuam a competir ao longo da semana”, afirmou.

O diretor técnico da prova disse que “há jogadores que quando chegam nem conseguem quase dar um pontapé na bola e quando a semana termina já marcam golos e fazem jogadas”.

“Nos mais pequenos, os do ano de 2003, não se vê tanta qualidade tática e individual, mas nos de 1999 e 2000 existem jogadores que, em termos de qualidade, já estão acima dos outros”, disse Andrade, frisando que na Copa Foot21 “as crianças começam a saber como funcionar em equipa, a ter responsabilidade”.

O diretor técnico da prova disse que “o ideal é formar jogadores e pessoas”, mas sublinhou que é preferível formar um bom homem a um bom jogador.

Outra das vertentes que considerou importante é que “mesmo um jogador com dificuldades nesta fase de aprendizagem pode defrontar equipas como Benfica, Sporting, FC Porto ou Boavista”.

Lusa
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