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A Câmara de Alcoutim vai disponibilizar testes serológicos e de diagnóstico da covid-19 a pessoas com ligação ao concelho que pretendam regressar no verão e procedam de zonas mais atingidas pela pandemia, disse ontem à Lusa o presidente.

Osvaldo Gonçalves explicou à Lusa que a medida foi pensada para evitar casos de infeção entre a população do concelho, maioritariamente idosa e residente em aldeias dispersas na serra, destinando-se “sobretudo à diáspora” que deixou o município para residir noutras cidades ou países e “costuma regressar no verão”.

A maioria dos cerca de 3.000 habitantes daquele concelho do interior do distrito de Faro – que desde o início da pandemia e até agora não registou qualquer caso -, têm mais de 70 anos e pertencem a grupos de risco.

O autarca indicou que a testagem vai ser feita em colaboração com o Algarve Biomedical Center (ABC) – consórcio formado pelo Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) e pela Universidade do Algarve -, tendo sido acordado “um número inicial de 1.000 testes”, que pode ser ajustado em caso de necessidade.

Os testes “são voluntários” e os interessados podem manifestar a intenção de se submeterem ao teste de despiste da covid-19 através do número 800 208 302, entre as 08:30 e as 15:00, sendo depois agendada uma data para a recolha de amostra na sede de cada uma das freguesias, esclareceu Osvaldo Gonçalves.

Os candidatos serão depois submetidos a “um pequeno questionário pelo telefone”, que permite recolher a informação necessária para fazer a marcação da recolha e “fazer a triagem para distinguir se há ou não ligação ao concelho”, acrescentou.

“Sabemos que havia pessoas que até estavam a pensar não vir este ano de férias a Alcoutim, por receio de contagiarem familiares e poderem transmitir o vírus, e esta solução permite dar mais tranquilidade a essas pessoas e defende a população do concelho”, afirmou.

Dado tratar-se de uma situação de risco e haver zonas do país “que estão a ter um maior número de casos, como a área de Lisboa e Vale do Tejo”, a Câmara optou por esta solução e assim “continuar sem casos de covid-19” no concelho, justificou.

A autarquia tinha anunciado antes, num comunicado, que estava a planear o “regresso de concidadãos de forma segura ao seu território”, através da realização de um “rastreio serológico e teste diagnóstico” destinado a “reduzir o risco de contágio pelo vírus SARS-CoV-2, associado ao regresso para o concelho, de cidadãos nacionais ou estrangeiros, provenientes de outras localidades e com comprovada ligação ao território concelho”.

“A parceria com a ABC na realização de testes rápidos foi uma alternativa que a autarquia encontrou e disponibiliza a todos quanto, estando fora e com comprovada ligação ao concelho, possam efetuar de forma gratuita esse teste para a segurança de todos”, referiu ainda a Câmara.

Portugal contabiliza pelo menos 1.520 mortos associados à covid-19 em 37.036 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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