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O presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve alertou ontem para a possibilidade de uma segunda onda de covid-19 coincidir com o período da gripe, sublinhando que as autoridades estão já a preparar medidas de prevenção.

“A segunda onda [da pandemia] poder vir a coincidir com a próxima gripe é uma das nossas preocupações e já estamos a trabalhar para prevenir o próximo inverno”, nomeadamente, através da vacinação de mais pessoas, referiu Paulo Morgado.

Segundo aquele responsável, que falava na conferência de imprensa semanal da Comissão Distrital de Proteção Civil, em Loulé, as autoridades estão “em alerta” para uma eventual segunda onda, que, a juntar-se “à onda da gripe cria um ‘stress’ acrescido nos serviços de saúde”.

“Ninguém sabe, nem ninguém tem forma de prever quando é que surge esta segunda onda”, sublinhou, garantindo que não vai ser desativado nenhum dos serviços em funcionamento e em preparação no Algarve dedicados ao combate à covid-19.

Contudo, os resultados alcançados até agora na região dão ao presidente da ARS confiança de que os serviços de saúde serão capazes de responder a uma segunda onda, “até porque a sociedade também está muito mais preparada”.

Questionado sobre o reforço de profissionais de saúde previsto para o verão, Paulo Morgado referiu que as autoridades de saúde pretendem usar “todos os mecanismos legais” à sua disposição para que haja um reforço, assumindo em que o número de profissionais de saúde na região é “deficitário”.

“Ainda falta o modelo final em termos de resposta para o verão, mas não está excluída a mobilidade. Vamos tentar criar esse mecanismo extra para além da contratação direta”, realçou, notando que “é expectável que o número de turistas seja muito inferior ao do ano passado”.

Na ocasião, a delegada regional de Saúde do Algarve afirmou que a situação na região está, neste momento, “muito mais tranquila”, sem transmissão comunitária, apesar de haver ainda 162 pessoas infetadas a recuperarem em casa.

Relativamente às comunidades rurais de migrantes, onde surgiram alguns focos da doença, a situação é “bastante positiva”, com boa parte dos infetados já recuperados, adiantou Ana Cristina Guerreiro.

Já o presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil, António Pina, reforçou a ideia de que os autarcas da região querem “intensificar as ações de fiscalização” e vão pedir às forças de segurança para que estejam “ainda mais ativas” durante a fase de desconfinamento.

“As autarquias vão ter toda a sua capacidade de fiscalização nos espaços públicos, desportivos e na restauração”, concluiu o também presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL).

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