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A Câmara de Castro Marim vai implementar, a partir de quarta-feira, um novo programa de ajuda social e ampliar a rede de apoio aos grupos de risco do concelho durante o surto de Covid-19, anunciou hoje a autarquia.

Através deste programa, a autarquia vai ajudar a fazer compras de bens alimentares, produtos de higiene e medicamentos às pessoas com mais de 65 anos que residem na área geográfica do concelho e doentes crónicos em situação de isolamento sem rede social ou familiar de apoio, precisou a Câmara algarvia em comunicado.

“Pela sua saúde, fique em casa. Nós ajudamos” é o apelo feito pelo programa “Castro Marim Consigo ainda + Solidário”, que conta com dois números de telefone (961 743 222 e 281 510 747) para ser pedido apoio, entre as 10:00 e as 17:00, nos dias úteis, esclareceu a autarquia.

A Câmara informou que vai assegurar “o cumprimento de todas as medidas de segurança recomendadas pela Direção-Geral da Saúde, quer em termos de equipamento, quer de higienização”, durante a prestação do apoio.

A mesma fonte lembrou que já fechou todos os serviços de atendimento ao público, embora o funcionamento esteja a ser assegurado por via telefónica ou email, e está a garantir o fornecimento de refeições a alunos carenciados e abrangidos pelo escalão A, em consonância com o Ministério da Educação e o agrupamento de escolas de Castro Marim.

O presidente da Câmara de Castro Marim, Francisco Amaral, destacou a importância que o programa de apoio tem para a população deste concelho do distrito de Faro, maioritariamente afetada pelo envelhecimento e dispersa por aldeias na serra algarvia.

“Este apoio domiciliário aos idosos nas dezenas de montes da serra algarvia visa essencialmente a fixação dos idosos no domicílio, evitando o contacto com indivíduos infetados, já que se trata de uma população muito vulnerável”, salientou o presidente da Câmara de Castro Marim, citado no comunicado.

O surto de coronavírus responsável pela Covid-19 começou na China, em dezembro, já infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram, em mais de 145 países e territórios, tendo a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarado a situação de pandemia.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença, e o epicentro da pandemia está agora na Europa, com mais de 67 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos.

A Itália, com 2.158 mortos registados até segunda-feira (em 27.980 casos), a Espanha, com 491 mortos (11.191 casos), e a França, com 148 mortos (6.663 casos), são os países mais afetados na Europa.

Em Portugal, os dados revelados hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS) dão conta de uma subida do número de infetados para 448, mais 117 do que os contabilizados na segunda-feira, e da existência de 4.030 casos suspeitos (mais 1.122), dos quais 323 aguardam resultado laboratorial.

Segundo a DGS, há três casos recuperados.

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