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O deputado social-democrata algarvio Cristóvão Norte defendeu ontem que o Governo estabeleça que a entrada de turistas em Portugal seja permitida apenas para quem apresente testes negativos à covid-19.

Em nota de imprensa, Cristóvão Norte adianta que essa foi uma das condições por si enumeradas para que “não haja um terremoto económico e social, com maior perda de emprego e falências em catadupa” durante uma audição, na terça-feira, na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19.

O parlamentar eleito pelo círculo de Faro defendeu que o Governo deve estabelecer “a obrigação de quem entrar no país ou região venha munido de um certificado” de como não tem covid-19, dando o exemplo de regiões como o Algarve e a Madeira, muito dependentes do turismo externo.

“Este último ponto é vital, pois só assim se dá confiança a quem vem, a quem cá está, se previne o descontrolo das condições sanitárias e se reforça as condições do turismo”, lê-se na nota.

Segundo Cristóvão Norte, esta “é a melhor forma de ter turismo em grandes quantidades com risco mínimo para a saúde”, caso contrário, pode colocar-se “em perigo o que foi bem feito”.

O parlamentar defende, por isso, que o Estado “deve investir nesse objetivo, reembolsando quem suportar esse custo”, considerando que “seria um investimento menor para ganhos essenciais para salvaguardar as empresas e o emprego”.

Contudo, de acordo com Cristóvão Norte, durante a audição, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, “não respondeu à questão dos testes”, assumindo apenas “que é importante ter respostas especificas para o turismo”.

O deputado instou, ainda, a que seja criado um programa de resposta específico para o turismo e para regiões mais deprimidas, que deve tratar, entre outras coisas, o fim das mais-valias no alojamento local.

Paralelamente, defendeu, o programa deve rever “proibições que não fazem sentido em áreas como a restauração e animação turística”, bem como alargar o ‘lay-off’ simplificado, “de modo a que as empresas do setor possam subsistir até voltar a retoma, previsivelmente, até à Páscoa de 2021”.

O ministro da Economia afirmou na terça-feira que o turismo “vai ter uma retoma mais lenta” do que outros setores da economia portuguesa, pelo que “vai ser particularmente apoiado” com linhas de crédito específicas e ferramentas de capital.

“O setor do turismo vai ser particularmente apoiado neste contexto. Temos linhas de crédito especificamente dirigidas a este setor e ferramentas de capital para estas empresas a que não deixaremos de recorrer”, assegurou Pedro Siza Vieira durante uma audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

Antecipando que “o turismo vai ter, seguramente, uma retoma mais lenta do que outros setores”, estando “durante um período mais longo de tempo a trabalhar abaixo da capacidade instalada”, o ministro afirmou que tal implica que serão precisos “apoios reforçados”, quer do lado da oferta, quer da procura.

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