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A Feira da Serra de São Brás de Alportel realiza-se este ano em formato digital, com um canal de televisão e um portal dedicado aos artesãos e produtos da região, devido à pandemia de covid-19, anunciou a organização.

Esta foi a solução encontrada pela Câmara de São Brás de Alportel, organizadora da Feira da Serra, para ajudar os produtores e artesãos a manter alguma atividade e a fazer algum negócio, num período em que o formato de feira presencial acarretaria riscos que é necessário evitar para controlar a pandemia, explicou o presidente da autarquia algarvia, Vítor Guerreiro.

“Queremos passar é uma mensagem de esperança, de que vamos conseguir unidos passar estes dias difíceis e também os dias difíceis que nos aguardam num futuro próximo, mas temos de ter fé e esperança de que, no próximo ano, vamos todos nos reencontrar numa Feira da Serra presencial, e em alegria e em confraternização com todos”, afirmou o autarca sobre o evento, que se realiza entre 23 e 26 de julho.

Um dos principais objetivos desta edição digital é manter a “economia viva” e dar “esperança às pessoas e a alegria a todos os munícipes” que todos os anos visitam a Feira da Serra para adquirir produtos tradicionais da região e da serra algarvia, mas também de outros zonas do país, disse o autarca.

Vítor Guerreiro falou das dificuldades criadas pelo surto de covid-19, que obrigaram a encerrar o comércio e a dotar o município de fundos de emergência para “apoiar as famílias” e proteger forças de segurança e entidades do concelho, mas sublinhou que agora é preciso, “pouco a pouco, com a colaboração de toda a população, reabrir o comércio e retomar alguma normalidade possível”.

“Mas com cuidado, temos de ter cuidados a fazer a nossa vida, podemos ir ao restaurante sim, podemos fazer férias, aproveitar os nosso alojamentos locais e os espaços que temos no concelho, mas com regras, com usos de máscara, com algum distanciamento social, evitando os grupos muito grandes, mas também não nos vamos privar de ter alguma normalidade nas nossas vidas”, disse.

Por isso, a autarquia avançou para uma edição ‘online’ para “trazer alguma possibilidade de realizar algum capital a estes artesãos” e “dar a conhecer os seus produtos”, disse.

“Vamos levar a Feira da Serra aos quatro cantos do Mundo por este portal ‘on-line’ e já está a ter um efeito muito positivo, porque estes artesãos – muitos são pessoas com alguma idade – estão empenhados, não estão a pensar na pandemia e estão envolvidos a produzir as suas peças de artesanato”, considerou.

Vítor Guerreiro acrescentou que, nesta edição, a “Feira ‘on-line’ vai mostrar os seus produtos” e destacou o efeito “extremamente positivo” para artesãos e vendedores, que “encontram aqui uma luz de esperança naquilo que é o futuro”.

“E nós o que estamos a dizer é: este ano vai ser assim, vamos dar a conhecer os produtos, e para o ano ainda vamos ter mais clientes a comprar os produtos na própria Feira da Serra”, afirmou ainda o autarca, antecipando que o tema do próximo ano será o medronho, em “homenagem” à serra algarvia, por ser uma espécie “bastante resistente”.

Trata-se de uma árvore que “após os incêndios renasce logo das cinzas” e permite dar “um sinal” de que “vamos sobreviver, ultrapassar estes momentos difíceis” e de que “a economia vai-se aguentar”, justificou.

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