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A Comunidade Intermunicipal do Algarve anunciou hoje que vai comprar 30 ventiladores para juntar a cerca de 60 que o Centro Hospitalar Universitário da região já tinha programado adquirir, aumentando a capacidade resposta face à pandemia de Covid-19.

O anúncio da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) foi feito hoje num comunicado, depois de uma reunião que juntou representantes dos 16 municípios da região e responsáveis da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve e do Centro Hospitalar da Universidade do Algarve (CHUA) para fazerem um ponto de situação da evolução da pandemia, contextualizou a AMAL.

Os municípios algarvios mostraram-se disponíveis para “ajudar em tudo o que estiver ao seu alcance para colmatar eventuais necessidades no combate à Covid-19” e, neste âmbito, decidiram “adquirir mais 30 equipamentos como os ventiladores invasivos para juntar aos quase 60 que o CHUA já tinha programado”, adiantou a AMAL.

Estes ventiladores vão permitir, segundo a AMAL, “praticamente triplicar a capacidade instalada na região”.

A mesma fonte destacou que o presidente do conselho diretivo da ARS do Algarve, Paulo Morgado, e a presidente do Conselho de Administração do CHUA, Ana Paula Gonçalves, adiantaram que os hospitais de Faro e Portimão avançaram para a “criação de serviços de atendimento específico nas urgências dos dois hospitais e nas unidades de saúde de cuidados primários”, para a “implementação de teleconsultas” e para a “redução do número de cirurgias não urgentes”.

“Neste contexto, voltaram a apelar à necessidade de sensibilizar as populações para reduzir ao indispensável as deslocações aos serviços de saúde, frisando que 80% da população infetada pelo novo coronavírus não necessitará de cuidados hospitalares, uma vez que se prevê que tenham sintomas ligeiros e que poderão ser acompanhados a partir de casa”, considerou a AMAL.

As autoridades regionais de saúde estão agora com a sua principal “preocupação” centrada “nos restantes 20%” da população infetada, “que necessitarão de cuidados acrescidos”, realçou, acrescentando que “5% do total de infetados precisará de ventilação” e está “já contratualizado o aluguer de mais equipamentos desta natureza”.

“A colaboração com unidades privadas de saúde também tem sido articulada, no sentido de se colmatar possíveis necessidades de equipamentos ou acomodação de doentes com outras patologias, porque, nesta fase, todos os doentes com Covid-19 serão tratados no Serviço Nacional de Saúde”, sublinhou.

Os autarcas manifestaram também a intenção de “desenvolver todos os esforços possíveis ao seu alcance para aumentar os meios logísticos” ao dispor do CHUA e deixaram um “agradecimento público por todo o empenho, esforço e dedicação demonstrados por todos os profissionais de saúde neste combate” à pandemia de Covid-19.

Por outro lado, os municípios reforçaram os apelos à população do Algarve para que reduza contactos sociais e “assuma, nos seus hábitos e comportamentos, as recomendações da Direção-Geral da Saúde (DGS)”, para permitir travar a expansão da pandemia.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, com mais 67 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos.

A Itália, com 2.158 mortos registados até segunda-feira (em 27.980 casos), a Espanha, com 491 mortos (11.191 casos) e a França, com 148 mortos (6.663 casos), são os países mais afetados na Europa.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje número de casos confirmados de infeção para 448, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

Dos casos confirmados, 242 estão a recuperar em casa e 206 estão internados, 17 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

O boletim divulgado pela DGS assinala 4.030 casos suspeitos até hoje, dos quais 323 aguardavam resultado laboratorial.

Das pessoas infetadas em Portugal, três recuperaram.

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