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A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou hoje a doença Covid-19 como pandemia.

“Podemos esperar que o número de casos, mortes e países afetados aumente”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A OMS justifica a declaração de pandemia com “níveis alarmantes de propagação e inação”.

“Os países podem ainda mudar o curso desta pandemia se detetarem, testarem, tratarem, isolarem, rastrearem e mobilizarem as pessoas na resposta”, ressalvou Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sede da OMS, em Genebra, na Suíça.

O diretor-geral da OMS referiu, em conferência de imprensa, que a epidemia de Covid-19 atingiu o nível de uma pandemia porque há mais de 118 mil casos de infeção em 114 países e 4.291 mortes.

Tedros Adhanom Ghebreyesus lembrou que a declaração de pandemia “não altera o que os países devem fazer” para travar a propagação do novo coronavírus, família de vírus que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

Em Portugal há 59 pessoas diagnosticadas com Covid-19, segundo o mais recente balanço da Direção-Geral da Saúde, hoje divulgado.

A OMS já tinha declarado o surto de Covid-19, que começou em dezembro na China, como uma emergência de saúde pública internacional e aumentado o risco de contágio para “muito elevado”.

Fora da China, onde a Covid-19 provocou 80.778 casos de infeção, incluindo 3.158 mortes, a Itália é o país mais afetado pelo novo coronavírus, que infetou 10.149 pessoas e matou 631, de acordo com um balanço atualizado pela agência noticiosa AFP às 09:00 de hoje e que cita dados da OMS e das autoridades nacionais.

A quarentena imposta pelo governo italiano ao Norte do país foi alargada a toda a Itália.

Em Portugal, o Governo decidiu suspender todos os voos com destino ou origem nas zonas mais afetadas em Itália, recomendando também a suspensão de eventos em espaços abertos com mais de 5.000 pessoas.

Ordenou também a suspensão temporária de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na região Norte, a mais afetada.

Foram também encerrados alguns estabelecimentos de ensino, sobretudo no Norte do país, assim como ginásios, bibliotecas, piscinas e cinemas.

Os residentes nos concelhos de Felgueiras e Lousada, no distrito do Porto, foram aconselhados a evitar deslocações desnecessárias.

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