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Segundo Isabel Soares, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), um dos maiores credores do grupo de distribuição alimentar, proprietário da Fábrica do Inglês onde está integrado o museu, “mostrou disponibilidade para que seja encontrada uma solução a breve prazo”, durante uma reunião realizada hoje em Lisboa.

No encontro entre a CGD, responsáveis pelas entidades regionais da Cultura e do Turismo do Algarve e a autarquia de Silves, ficou decidido iniciar contactos com o Turismo de Portugal, “para tentar saber que apoios podem ser obtidos”.

“A sugestão foi avançada pela Caixa Geral de Depósitos, na tentativa de percebermos que apoios e programas existem para que possamos avançar para um outro tipo de negociação”, observou Isabel Soares.

A autarca acrescentou que a reunião com o Turismo de Portugal será solicitada ainda esta semana, porque “há urgência em resolver o futuro do museu o mais rapidamente possível”.

Arrastado pelo processo de insolvência do grupo de distribuição alimentar Alicoop, o museu encerrou em 18 de maio de 2010, Dia Internacional dos Museus.

O Museu da Cortiça de Silves, o principal do setor em Portugal, foi galardoado em 2001 com o prémio Luigi Micheletti para o melhor museu industrial europeu.

O Museu da Cortiça, além de um conjunto de máquinas e outros equipamentos, reúne um importante espólio documental que remonta a 1870.

Aquela unidade museológica está integrada na Fábrica do Inglês, um empreendimento de animação turística, composto por espaços de restauração e de espetáculos, cujo investimento ascendeu a 12 milhões de euros.

O museu registou uma média anual de 90 mil visitantes, tendo atingido as 103 mil visitas em 2001.

Folha do Domingo/Lusa 

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