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Dakar2018: Algarvio Ruben Faria estreia-se nos carros ao lado de André Villas-Boas

Foto do Facebook de Ruben Faria

O motard algarvio Ruben Faria inicia no sábado a 10.ª participação no Rali Dakar, a primeira vez como navegador em automóveis, com o piloto de motos a acompanhar o treinador de futebol André Villas-Boas ao volante de um Toyota.

Faria e Villas-Boas conheceram-se “através de amigos em comum, na Baja Portalegre de 2017”, e a paixão pelas corridas uniu os dois, que agora partem para “uma verdadeira aventura e um desafio enorme”, conta o segundo classificado do Dakar2013 (motos) à agência Lusa.

“O objetivo é chegar a Córdoba [local da chegada, na Argentina], esse é o maior desafio”, acrescentou o motard, que explicou que “não havia nada no Dakar” que não conhecesse em cima de uma moto, além “dos riscos habituais”, mas o carro apresenta outras dificuldades.

Apesar de ser “uma coisa nova” e trazer novos riscos, o carro que a dupla leva ao 40.º Dakar é “muito bom, com muita potência, um carro ganhador”, ambos partem “sem experiência, sendo um treinador de futebol e outro piloto de motas”.

Se Ruben Faria é um ‘veterano’ do Dakar, com um segundo lugar em 2013 como maior destaque, Villas-Boas estreia-se na prova ‘rainha’ do todo-o-terreno como ‘rookie’, depois de se ter desvinculado do Shanghai SIPG, que levou ao segundo posto da liga chinesa.

Foto do Facebook de Ruben Faria

Após dois anos na China, onde chegou depois de ter passado pelos russos do Zenit ou os ingleses do Chelsea e do Tottenham, num percurso como treinador principal que teve como principal glória a conquista de campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa pelo FC Porto, em 2010/11, o técnico abraça a paixão pelo automobilismo pela porta grande.

André segue as pisadas do tio, Pedro, que em 1982 participou no Dakar num 4×4.

Já o motard, que em 2017 competiu em várias provas do Nacional de TT na categoria de ‘buggy’ (SSV) e esteve no Dakar como diretor desportivo da Husqvarna, é um dos grandes nomes lusos na história da prova, tendo somado, além do segundo posto de 2013, quatro vitórias em etapas, um sexto lugar em 2015 e um oitavo em 2011.

A passagem para os carros, uma estreia para o piloto, poderá estar relacionada com futuras participações no Dakar fora das motos, à semelhança do que fizeram Stéphane Peterhansel, Nani Roma ou o antigo colega de equipa Cyril Després, mas Faria não abre o jogo.

“Para mim foi ótimo, porque assim também já vejo o mundo dos automóveis e fico com alguma experiência. Depois logo se vê”, resumiu Faria, que destacou o facto de a amizade pessoal entre os dois ajudar o treinador de futebol, que tem alguém “que se desenrasca na navegação e se dá bem com ele” ao lado, em vez “de um navegador profissional que perceba muito, mas vá dentro do carro só a dar notas”.

Para o ‘veterano’ do Dakar, os primeiros dias no Peru “vão ser muito difíceis, conseguir transpor as dunas”, além de duas etapas posteriores, a 10.ª, entre Salta e Belén, na Argentina, e depois entre essa localidade e Fiambalá, na 11.ª tirada.

Apesar das dificuldades, o navegador revelou que Villas-Boas deixou boas indicações durante treinos que a dupla foi realizando antes da prova.

Foto do Facebook de Ruben Faria

“Eu já andei com ele no carro, no Algarve, e ele desenrasca-se muito bem no carro, acho que se passarmos essa parte… mas o nosso objetivo é no dia-a-dia, ir vendo os limites dele e do carro”, comentou.

Além do Algarve, a dupla já fez “alguns treinos em Marrocos, na Bélgica e noutros sítios”, e terá ainda alguns testes de preparação antes da prova arrancar, no sábado, em Lima.

Para o natural de Olhão, a adaptação a navegador “não trará grandes dificuldades”, mesmo que seja “uma coisa completamente diferente”, até pela “experiência de colegas que fizeram o mesmo”.

“Por agora, acho que me vou adaptar bem. O André é uma pessoa porreira, divertida, agora vamos ver no dia-a-dia o que vai acontecer, na mota já sei como é com imprevistos, como resolvê-los, mas aqui não, é tudo novo”, afirmou.

A 40.ª edição do Rali Dakar em todo-o-terreno arranca no sábado, com partida em Lima, e termina em 20 de janeiro, em Córdoba, na Argentina.

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