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"O importante é olharmos para os dados estatísticos do campeonato que uma e outra equipa têm feito e isso mostra-nos um Sporting que tem feito um campeonato muito bom fora de casa, com apenas duas derrotas, melhor do que em Alvalade”, disse Daúto Faquirá, na projeção ao jogo.

O técnico do Olhanense acrescentou que o Sporting, “sem a pressão que sente em Alvalade, vai ser um adversário temível”, que promete “complicar a vida” aos algarvios, mesmo sem Liedson, cuja saída considerou um assunto do “foro interno” do clube lisboeta.

“A comunicação social dá-nos eco de que o Sporting poderá ter algumas questões internas por resolver, mas isso é um pau de dois bicos, depende da forma como se agarra a faca: podemos ferir-nos ou utilizá-la como uma arma”, frisou, sobre o momento da equipa orientada por Paulo Sérgio.

Daúto Faquirá lembrou que o Olhanense “também tem feito um bom campeonato em casa”, não só por ainda não ter perdido no seu reduto para o campeonato, como por possuir a melhor defesa (apenas quatro golos sofridos) como visitada.

“Temos esses números, mas também temos a consciência de que ainda não jogámos em Olhão com Sporting, Benfica, FC Porto e Braga e o grau de dificuldade vai aumentar. Mas não fazemos disso um cavalo de batalha, porque o nosso campeonato é fazer o maior número de pontos. Já temos mais do que no ano passado, colocando objetivos difíceis mas exequíveis e se conseguirmos manter essa invencibilidade, melhor”, garantiu.

O técnico do Olhanense perspetivou “um bom jogo, difícil para as duas equipas” e sublinhou que “será um pormenor a decidir o jogo”.

As lesões complicam o trabalho do treinador da formação algarvia, com as lesões que afetam João Gonçalves e Maynard a dificultarem a escolha de um lateral direito: “Esse é um problema complicado porque até ao momento não tenho noção de quem poderá jogar nessa posição. Vamos ter de testar várias hipóteses.”

O bom momento do Olhanense não deixa ainda Daúto Faquirá a pensar na Europa: “Esse não é o objetivo prioritário do Olhanense. Nunca falámos sobre isso no grupo, nem quando estivemos em terceiro lugar. Falta-nos três pontos para a manutenção e, a partir daí, é natural e compreensível que haja essa euforia em Olhão.”

“Agora, se chegarmos a maio e estivermos a dois pontos desse objetivo como agora, claro, porque isso é uma questão de valorização pessoal”, ressalvou.

Daúto Faquirá recordou ainda que lhe foi pedido pela direção dos algarvios “um desafio de sustentabilidade”, para criar condições para que o clube “se mantenha na primeira liga por mais dois/três anos para depois se poder pensar noutras questões”.

O Olhanense, sétimo classificado, com 25 pontos, recebe sábado o Sporting, terceiro, com 32, em jogo marcado para o Estádio José Arcanjo às 21:15, com arbitragem de Olegário Benquerença, de Leiria.

Folha do Domingo/Lusa
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