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Artur Rêgo questionou o Ministério do Trabalho, em outubro, sobre "a situação crítica que o mercado de emprego vive no Algarve" e "as medidas previstas para contrariar a subida do desemprego" na região e obteve da parte de Helena André, a ministra que tutela essa pasta, uma reposta que considerou ser "desadequada à realidade social".

"As medidas que o ministério propõe são pouco mais do que as mesmas do ano passado, cuja taxa de execução foi muito baixa, o que mostra desadequação à realidade social, designadamente as destinadas a criação de novos empregos. Repeti-las e repetir esse erro, é não estar a ajudar os algarvios e as empresas algarvias", afirmou o deputado centrista.

Artur Rêgo referiu-se assim a "um conjunto diversificado de medidas de emprego e formação profissional" que, segundo a resposta do ministério, foram adotadas pelo governo para combater o desemprego.

O deputado disse ainda que o ministério adiantou que "em 2009 foram criadas medidas que visam apoiar entidades e públicos com maiores dificuldades de integração através da iniciativa Emprego 2009".

"Embora de âmbito nacional, estas medidas satisfazem as necessidades e em novembro de 2009 estavam inseridas nos programas de apoio 16 500 pessoas", precisou o ministério na resposta enviada ao parlamentar do CDS-PP.

Artur Rêgo defende que estas medidas são "são mais do mesmo" e têm uma "taxa de execução baixa" para ajudar o Algarve a combater uma taxa de desemprego que, "de acordo com os dados constantes da informação mensal do mercado de emprego publicada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), relativa a Setembro passado, agravou-se em 88,2 por cento relativamente a igual período do ano transato, o que representa o triplo da média nacional e o triplo de qualquer outra região do país".

O deputado frisou ainda que, segundo o IEFP, "a oferta de emprego na região diminuiu 15,6 por cento no mesmo período, o que representa a segunda taxa mais alta do país".

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