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De acordo com o requerimento entregue na Assembleia da República pelos deputados Paulo Sá e Jorge Machado “a administração da unidade hoteleira, situada em Albufeira, impediu que fosse instalada uma secção de voto para as eleições dos corpos sociais do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Algarve”.

Contactada pela agência Lusa, a administração da unidade hoteleira nega as acusações e afirma que “nunca impediu ninguém de exercer as funções sindicais” assegurando ainda que “o que o PCP diz não corresponde à verdade”.

Segundo os comunistas, o dirigente sindical destacado para a secção de voto, “resistiu à tentativa de cerceamento da liberdade sindical, tendo sido expulso das instalações e ameaçado com atitudes intimidatórias”.

"Esta atitude constitui um inaceitável ato de cerceamento da liberdade sindical, consagrada na Constituição da República, configurando um atentado contra o regime democrático e dos direitos dos trabalhadores", lê-se no documento.

Os parlamentares entendem que a recusa da administração em ceder um espaço apropriado para a instalação de uma urna de voto provocou um conflito e impediu os sócios do sindicato de participar no ato eleitoral sem qualquer tipo de limitação.

O grupo parlamentar do PCP pretende saber que medidas é que o Ministério da Economia e do Emprego “tomou ou vai tomar, através da Autoridade para as condições do Trabalho, para sancionar este comportamento e impedir que se repita”.

Liliana Lourencinho com Lusa

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